Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 09/05/2014
  • 11:12
  • Atualização: 11:23

Produção industrial gaúcha tem maior queda do País, indica IBGE

Rio Grande do Sul sofreu recuo de 3% em março e ficou em nono lugar em expansão da produção

  • Comentários
  • AE

O Rio Grande do Sul teve o recuo mais acentuado do País na produção industrial na passagem de fevereiro para março. De acordo com a pesquisa que envolveu 14 estados e foi divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado teve uma queda de 3%, o que eliminou parte do crescimento de 8,5% obtidos nos dois primeiros meses do ano. 

Entre as regiões que mostraram expansão na produção na comparação anual, o Estado ficou em nono lugar, com 0,9%, fazendo parte do conjunto de locais que apontaram taxas positivas no mês de março. Nesse tipo de comparação, o total da indústria teve uma queda de 0,9%. No entanto, o instituto ressalta que o mês em destaque teve, neste ano, 18 dias úteis, dois a menos do que igual mês do ano passado. No acumulado do primeiro trimestre, a média nacional de expansão é de 0,4%. Segundo o IBGE, o Rio Grande do Sul mantém um desempenho positivo, com 3,1%.

Dados nacionais da produção industrial

No Paraná o recuo na produção industrial na passagem de fevereiro para março foi de -2,1%, revertendo dois meses de expansão com ganho de 7,1%, e na Bahia a queda foi de -2,0%. Em fevereiro o estado nordestino havia avançado 4,2%.

Em São Paulo, a produção industrial recuou 0,9%. Também reduziram o ritmo da produção Rio de Janeiro (-1,0%), Ceará (-0,5%) e Minas Gerais (-0,2%). Já a expansão mais acentuada foi verificada em Pernambuco (2,8%). Também registraram aumento na produção no Amazonas (1,7%), Pará (1,6%), Espírito Santo (1,3%), em Santa Catarina (1,1%), Goiás (1,0%) e na região Nordeste (0,2%).

Mato Grosso, recentemente incluído nos dados regionais de produção industrial pelo IBGE, ainda não conta com dados ajustados sazonalmente. Em março, a indústria nacional teve recuo de 0,5% em relação a fevereiro.

Março de 2013

Em relação a março de 2013, a produção industrial caiu em sete locais pesquisados. Nesse tipo de comparação, o total da indústria teve uma queda de 0,9%. O instituto ressalta, contudo, que o mês de março teve, neste ano, 18 dias úteis, dois a menos do que igual mês do ano passado.

Os recuos mais acentuados nesse tipo de comparação foram registrados no Mato Grosso (-9,6%) e em Goiás (-4,4%). Em São Paulo, a queda foi de 4,0%. Também reduziram o ritmo acima da média nacional Paraná (-3,3%), Rio de Janeiro (-2,4%) e Espírito Santo (-2,1%). No Ceará, a queda da produção contra março de 2013 foi mais moderada, com variação negativa de 0,4%.

Entre as regiões que mostraram expansão na produção na comparação anual, tiveram destaque Pará (13,6%), Pernambuco (12,5%), região Nordeste (8,4%) e Santa Catarina (6,1%). Minas Gerais (3,0%), Bahia (1,5%), Amazonas (1,4%) e Rio Grande do Sul (0,9%) completaram o conjunto de locais que apontaram taxas positivas.

Primeiro trimestre

No acumulado do primeiro trimestre do ano, a produção industrial cresceu em 9 locais em relação a igual período de 2013. Na média nacional, essa expansão é de 0,4%. Segundo o IBGE, mantêm desempenho positivo Pernambuco (9,9%), Amazonas (8,1%), Pará (6,2%), Minas Gerais (4,1%), Santa Catarina (4,0%), região Nordeste (3,6%), Paraná (3,3%), Rio Grande do Sul (3,1%) e Ceará (1,2%).

"Nesses locais, o maior dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados ao aumento na fabricação de bens de consumo duráveis (eletrodomésticos da linha marrom e motocicletas) e de bens de consumo semi e não duráveis (artigos do vestuário e acessórios, produtos alimentícios, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis), além do desempenho positivo vindo de indústrias extrativas (minérios de ferro)", enumerou o IBGE.

Em São Paulo, o desempenho é negativo neste início de ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2013, a queda na produção é de 2,9%. Também reduziram o ritmo de produção no período Espírito Santo (-4,0%), Bahia (-2,5%), Rio de Janeiro (-1,9%), Goiás (-1,8%) e Mato Grosso (-0,8%).

Bookmark and Share