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09/05/2014 12:35 - Atualizado em 09/05/2014 12:49

Abengoa vence leilão da Aneel por lote de transmissão

"Travessia do Amazonas" soma 480 quilômetros de extensão entre Pará e Amapá

A empresa Abengoa foi a vencedora do lote B no leilão de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira. A companhia ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 92,531 milhões, o que representou um deságio de 9,42% frente à RAP máxima permitida de R$ 102,161 milhões, após disputa com a Eletronorte.

Quatro empresas se inscreveram para levar o lote - Abengoa, Eletronorte, Alupar, e Elecnor -, mas apenas as duas primeiras apresentaram proposta. As ofertas foram: Abengoa de R$ 96,031 milhões, com 6% de deságio, e Eletronorte de R$ 100,161 milhões, com deságio de 1,95%, e a disputa foi para o viva-voz.

O lote B, denominado "Travessia do Amazonas", é composto de duas linhas de transmissão que somam 480 quilômetros de extensão e quatro subestações, localizadas entre os estados do Pará e Amapá. Conforme a Aneel, alguns dos municípios que serão atendidos pelo empreendimento atualmente, como Almeirim, Juriti e Parintins estão no sistema isolado e são atendidos por geração local a diesel. As linhas conectarão Juriti e Parintins ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e permitirão a conexão, via distribuidora, de outros municípios da região. As obras devem durar até 42 meses.

Lote C

A Alupar foi a vencedora do lote C, ao oferecer uma receita anual permitida (RAP) de R$ 28,865 milhões, deságio de
4,99% ante a RAP máxima permitida de R$ 30,38 milões Abengoa e CPFL Geração também se inscreveram para a disputa, mas não apresentaram proposta.

O lote C é composto de uma linha de transmissão de 40 quilômetros de extensão e duas subestações, localizados em São Paulo. Conforme a Aneel, o objetivo do empreendimento é atender o aumento da carga no litoral paulista, atendendo os municípios de Cubatão, Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande. O prazo das obras é de 36 meses.

Lote D

A espanhola Cymi Holding venceu o lote D, ao oferecer uma receita anual permitida (RAP) de R$ 45,56 milhões,
deságio de 36,09% ante a RAP máxima permitida de R$ 71,312 milhões. Além dela, também apresentaram proposta pelo empreendimento a Taesa, empresa que tem a Cemig como uma de suas principais acionistas, com oferta de deságio de 9,14%, e Alupar, em oferta sem deságio. As também espanholas Abengoa e Elecnor se inscreveram para disputar o lote, mas não apresentaram proposta.

O lote D é composto por duas linhas de transmissão de 301 quilômetros de extensão e duas subestações, na Bahia. Conforme a Aneel, o objetivo do empreendimento é aumentar a capacidade e a confiabilidade do sistema de transmissão para atender ao escoamento do potencial eólico Juazeiro da Bahia II, previsto na região central do Estado.

Lote E

Após levar o lote D, a Cymi Holding também conquistou o lote E, ao oferecer uma receita anual permitida (RAP) de R$ 48,83 milhões, deságio de 23,24% ante a RAP máxima permitida de R$ 63,628 milhões. Desta forma, venceu a disputa com a Alupar, que apresentou proposta sem deságio. Abengoa, Elecnor e Lintran do Brasil Participações, além do consórcio Riacho Verde, também estavam habilitados para o lote, mas não apresentaram proposta.

O lote E é composto de quatro linhas de transmissão que somam de 492 quilômetros de extensão, localizadas nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Segundo a Aneel, o empreendimento servirá para escoar principalmente a energia eólica dos parques vencedores do leilão A-5 de 2011, que permitirá suprir a demanda projetada das distribuidoras para 2016. O prazo das obras é de 36 meses.

Lote F

O consórcio Cantareira, formado pela Copel (49%) e Elecnor (51%) conquistou o lote F, ao oferecer uma receita anual permitida (RAP) de R$ 76,93 milhões praticamente sem deságio em relação à RAP máxima permitida de R$ 76.93 milho Abengoa, Alupar, Lintran e Cymi Holding também estavam habilitadas para disputar o lote, mas não apresentaram proposta.

O lote F é composto de uma linha de transmissão de 656 quilômetros de extensão, que passará pelos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Segundo a Aneel, o objetivo do empreendimento é reforçar o atendimento elétrico na região Sudeste, associado ao escoamento da energia da usina de Belo Monte. O prazo das obras é de 42 meses.

Lote G

A Abengoa conquistou o lote G ao oferecer uma receita anual permitida (RAP) de R$ 36,49 milhões, deságio de 1%
ante a RAP máxima permitida de R$ 36,86 milhões. Além dela, outros cinco grupos também estavam habilitados para disputar o lote, mas não apresentaram proposta: Alupar, Cymi Holding, Elecnor, Lintran e Consórcio Santa Rosa, cuja formação não foi divulgada.

O lote G é composto de duas linhas de transmissão que somam 195 quilômetros de extensão e duas subestações, localizados no Pará. Conforme a Aneel, o empreendimento representará um reforço estrutural, para atender a carga local e permitir o crescimento industrial previsto para a região sudeste do Pará. O prazo das obras é de 36 meses.

Lote H

Não houve propostas pelo lote H do leilão de transmissão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel), embora houvesse cinco empresas habilitadas: Abengoa, Alupar, Eletronorte, Elecnor e Empresa Norte de Transmissão de Energia.

A receita anual permitida (RAP) do empreendimento foi estabelecida em R$ 33,59 milhões. O lote H é composto de três linhas de transmissão com 148 quilômetros de extensão e uma subestação, localizados no Pará. O Lote A também não teve interessados.

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Fonte: AE






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