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09/05/2014 12:56 - Atualizado em 09/05/2014 13:02

Adolescente suspeito de roubo é espancado no Rio

Apenas uma pessoa pedia calma, os demais gritavam: "Tem que meter a porrada mesmo!"

Um adolescente foi agredido por populares em plena Avenida Rio Branco, uma das principais do centro do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira. Ele foi acusado de roubar o cordão de uma senhora que passava e foi capturado por populares.

Revoltados com o roubo, cinco homens deram socos e tapas no rosto e no corpo do garoto. Poucos minutos depois, a própria mulher voltou ao local em que havia sido roubada e o reconheceu. Ela então deu vários tapas no rosto do adolescente, que começou a chorar. O garoto e um outro adolescente que estaria com ele no momento do roubo foram detidos pela Guarda Municipal.

A reportagem chegou quando o garoto, que aparentava ter entre 15 e 18 anos e usava bermuda e camiseta regata, estava encostado numa árvore e apanhava. Um homem o segurava e os demais batiam nele com bastante força. Não havia guardas até então. Apenas uma pessoa pedia calma; os demais gritavam: "Tem que meter a porrada mesmo!" Quando o garoto começou a chorar, e o grupo começou a humilhá-lo. Foi então que chegou a mulher e o reconheceu.

"Vai estudar, vai para uma escola, desgraçado! Vai engraxar sapato, vai ser camelô!", ela gritava. O garoto pedia: "Desculpa, tia, eu não te roubei, não". E ela continuou: "Daqui você não sai. Não me chame de tia, eu não sou sua tia. Na minha família não tem ladrão, são todos estudantes, todo mundo trabalhou, todo mundo estudou em colégio do governo e todo mundo se formou, é trabalhador. Isso é uma pouca vergonha!" A mulher disse que é dona de casa, mora na França e está na capital fluminense de férias. Ela o acusou de roubar um cordão com uma pedra decorativa.

Em cinco minutos, quando as agressões já haviam cessado, chegou um guarda municipal. O garoto então levantou a camiseta, abriu a boca e mostrou que não havia escondido o cordão na boca. Em seguida, chegou um carro da PM, com um outro garoto na traseira. A mulher o reconheceu como cúmplice. Os dois e a mulher seguiram para uma delegacia.

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Fonte: AE






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