Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 09/05/2014
  • 14:24
  • Atualização: 14:46

Trabalhadores da ampliação fazem protesto no Salgado Filho

Conforme o engenheiro, o cronograma de obras deve ser prejudicado por greve

Conforme o engenheiro, o cronograma de obras deve ser prejudicado por greve | Foto: André Avila / CP Memória

Conforme o engenheiro, o cronograma de obras deve ser prejudicado por greve | Foto: André Avila / CP Memória

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  • Claudio Isaías / Correio do Povo

Os trabalhadores que atuam na ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Salgado Filho voltaram a protestar contra o atraso nos salários nesta sexta-feira. Os funcionários informaram que não receberam pagamento do mês de maio. A paralisação reiniciou ontem.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada (Siticepot), Isabelino Garcia dos Santos, disse que os 40 trabalhadores reclamam do atraso nos salários, da comida servida aos trabalhadores e o descumprimento do acordo do dia 23 de abril onde a empresa Espaço Aberto, de Santa Catarina, havia se comprometido em melhorar as condições da alimentação, do alojamento e do refeitório. “A empresa não paga os salários e os funcionários decidiram paralisar as atividades”, explicou.

Na manhã desta sexta, no portão da obra, ocorreu um bate-boca entre a direção do sindicato e funcionários administrativos da empresa, contrários a paralisação. A gerente administrativa da Espaço Aberto, Ellen Lara, acusou o sindicato de não deixar os trabalhadores entrar no canteiro de obras. No entanto, o presidente do Siticepot disse que os trabalhadores é que não quiseram entrar no canteiro de obras que ontem estava vazio. “O acordo feito com a empresa responsável pela obra não teve nenhum dos itens cumpridos”, lamentou Santos.

Enquanto o sindicato diz que os funcionários recebem salários com atraso, o engenheiro José Bonatto, responsável pela obra realizada pela empresa terceirizada Espaço Aberto, assegura que os vencimentos estão em dia e que a entidade impede os trabalhadores de atuar. “O que está acontecendo é uma briga entre o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e o da Construção Pesada. O que tem no Aeroporto Salgado Filho não é obra pesada. Não tenho operação de máquinas e eles querem ganhar a contribuição sindical”, afirmou.

Briga virou caso de polícia

Bonatto afirmou que foi agredido fisicamente por um representante do Siticepot e chegou a registrar ocorrência na Delegacia de Polícia do Aeroporto Salgado Filho. “O sindicato entrou na área da Infraero e fechou a porta. Isso é invasão de propriedade”, declarou, dizendo que os funcionários querem trabalhar. “Agora estão falando da qualidade da comida. Isso é subjetivo”, justificou. “Os salários estão em dia e não tem problema com refeição”, disse.

Conforme o engenheiro, o cronograma de obras deve ser prejudicado pela greve. “Com certeza prejudica. Está prejudicando o interesse público”, afirmou Bonatto. As obras de ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Salgado Filho iniciaram em setembro de 2013 com um investimento de R$ 181 milhões.

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