Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 09/05/2014
  • 17:16
  • Atualização: 17:41

“Ordem pública em Faxinalzinho está garantida”, afirma Brigada Militar

Prefeito, no entanto, disse que índios de outras regiões estariam se mobilizando para entrar na cidade

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Em meio ao clima de tensão gerado pela prisão de indígenas na tarde desta sexta-feira, a Brigada Militar (BM) garantiu a segurança pública em Faxinalzinho, na região Norte do Estado. Ao menos é o que garante o capitão Mauri José Bergamo. “A situação é de certa tensão pelos fatos que ocorreram nas últimas semanas, mas dentro do possível a segurança, a tranquilidade e a ordem pública estão garantidas”, avaliou ele, em entrevista à Rádio Guaíba.

O oficial disse que o efetivo que está na cidade do Norte gaúcho é suficiente. Ainda assim, reforços do Pelotão de Choque de Erechim e do Batalhão de Operações Especiais de Passo Fundo estão de sobreaviso caso a avaliação mude. “No momento não é necessário”, assegurou o capitão. “A gente tem um efetivo necessário para manter a segurança do local. Vão chegar reforços, mas é prevenção e não uma necessidade.”

De acordo com ele, não partiu da BM a informação de que índios da região estejam se mobilizando para se deslocar a Faxinalzinho. “Não foi verificado nenhum deslocamento”, disse ele.

Prefeito disse que cidade pode virar "um caos"

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal de Erechim no município. Os índios detidos são suspeitos pela morte de dois agricultores. O comércio foi todo fechado após o ocorrido e prefeito do município, Selso Pelin, contou que foi orientado a sair do prédio da Prefeitura.

"Tem um efetivo da polícia, mas daqui a pouco vem índios de outras áreas e isso aqui pode virar um caos. Fui orientado também para sair da cidade. Ela está desprotegida e temos a informação que os índios estavam se aglomerando e indo para Faxinalzinho. Uma guerra está instalada no município. O governo não tem noção do que acontece aqui", reclamou o prefeito.


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