Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 09/05/2014
  • 23:41

Bloco de Luta: advogados dos denunciados pelo MP esperam acesso aos autos

Meta é evitar que os ativistas se transformem em réus pelos crimes de associação em quadrilha armada

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  • Rádio Guaíba

Os advogados de sete manifestantes ligados ao Bloco de Luta Pelo Transporte Público denunciados nesta sexta-feira pelo Ministério Público, na Capital, só devem definir a estratégia de defesa quando tiverem acesso aos autos entregues à Justiça. A meta é evitar que os ativistas se transformem em réus pelos crimes de associação em quadrilha armada, dano ao patrimônio público e com violência à pessoa, além de explosão e furto qualificado.

Nesta sexta, o promotor de Justiça Luís Antônio Portela ofereceu denúncia contra Lucas Boni Maróstica, de 22 anos, José Vicente Mertz, de 25, Matheus Pereira Gomes, de 21, Rodrigo Barcellos Brizolla, de 30, Gilian Vinicius Dias Cidade, de 23, Alfeu Costa da Silveira Neto, de 29, e Guilherme da Silveira Souza, de 21, a partir do inquérito da Polícia Civil que tramita na 9ª Vara Criminal de Porto Alegre.

Advogada de Maróstica, a ex-deputada federal Luciana Genro explica que, nesse momento, ainda não há réus. “Vamos buscar um diálogo com o juiz e mostrar a nossa visão do processo, de que ele exercia o direito democrático de protestar, sem trazer prejuízos a ninguém. Se ele não aceitar a denúncia não há processo”, esclareceu. Luciana também deixou claro que os denunciados não vão responder pelo crime de constituição de milícia privada, como apontou o inquérito policial. Maróstica confirmou, ainda, que vai pedir apoio em nível nacional ao PSol, partido ao qual é filiado, e acionar o deputado federal Jean Wyllys para impedir que o movimento social seja criminalizado.

Conforme as investigações, relativas a protestos ocorridos na segunda quinzena de junho de 2013, os denunciados atuaram como líderes, dirigindo a atividade dos demais agentes e mandando os outros componentes da quadrilha arremessarem pedras contra o prédio do Palácio da Justiça. O denunciado Guilherme Souza foi reconhecido como uma das pessoas do grupo que danificou o prédio.

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