Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 10/05/2014
  • 16:34

Ministro da Justiça confirma reunião para tratar da situação em Faxinalzinho

Encontro está marcado para o dia 22 de maio em Brasília

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / CP

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / CP

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  • Marcos Koboldt / Rádio Guaíba

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou durante entrevista para rádios de São Paulo, neste sábado, uma reunião para o próximo dia 22 de maio, em Brasília, para tratar da situação no município de Faxinalzinho, no Norte gaúcho. Há cerca de duas semanas, dois agricultores foram mortos no município. O encontro deve contar com a presença de representantes dos índios e produtores rurais.

Na semana passada, o ministro foi criticado pelo envio de mediadores para reunião no município. “A Polícia Federal deixou claro que lideranças querem acirrar o conflito por motivos eleitoreiros e a minha ida a Faxinalzinho poderia tumultuar ainda mais situação e nenhum diálogo poderia ser feito. A decisão foi tomada em conjunto com o governador Tarso Genro”, afirmou Cardozo.

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Durante a entrevista, o ministro comentou as circunstâncias da prisão, nessa sexta-feira, de cinco índios suspeitos de participação na morte dos agricultores. “O juiz federal entendeu pela prisão de alguns líderes e a Polícia Federal executou esta ordem. Houve uma lamentável coincidência, pois o governo gaúcho mediava um encontro entre as partes para preparar um caminho de diálogo para o dia 22. O mandado já estava na rua e, diante da notícia de que alguns suspeitos estavam na reunião, a autoridade foi lá e cumpriu o seu dever. Caso não fizesse isso, cometeria crime de prevaricação.”

O conflito no Rio Grande do Sul por demarcação de terras exige mediação, na avaliação do ministro da Justiça. “Qualquer tentativa de solução pelas próprias mãos não resolve. A judicialização vai arrastar o processo por mais décadas, conhecemos decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceram uma terra indígena após 70 anos. A mediação é o melhor caminho. Através da mesa de diálogo em outros estados

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