Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 12/05/2014
  • 10:43
  • Atualização: 11:06

Economia deve crescer 1,69% em 2014, aponta Banco Central

Projeção para inflação oficial fechou em 6,39%

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  • Agência Brasil

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) ajustaram as projeções para o crescimento da economia em 2014 e no próximo ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,63% para 1,69% neste ano, e de 1,91% para 1,90%, em 2015. Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos, que são compiladas e divulgadas no Boletim Focus.

A estimativa para a expansão da produção industrial foi ajustada de 11,21% para 11,24%, este ano, e de 2,65% para 2,37%, em 2015. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em  US$ 3 bilhões, em 2014, e em US$ 10 bilhões, no próximo ano. A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 78,6 bilhões para US$ 80 bilhões, este ano, e de US$ 75,6 bilhões para US$ 75 bilhões, em 2015. A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 2,45, no final de 2014, e foi alterada de R$ 2,51 para R$ 2,50, ao fim de 2015.

De acordo com o Boletim Focus, A expectativa das instituições financeiras para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) segue em US$ 60 bilhões neste ano, e em US$ 55 bilhões, em 2015. A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 34,80% neste ano, e ajustada de 35% para 35,05%, em 2015.

Projeção de Inflação reduz

Após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) abaixo das expectativas na última semana, as instituições financeiras reduziram a projeção para a inflação oficial este ano. A estimativa ficou em 6,39% e continua, portanto, próxima do teto da meta (6,50%) estabelecida pelo governo. Nas últimas duas semanas, a projeção ficou no teto da meta e na pesquisa às instituições financeiras divulgada no dia 22, a projeção para
o IPCA chegou a ultrapassar o limite superior, atingindo 6,51%. Para 2015, a estimativa segue em 6%, há quatro semanas.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última sexta-feira, em abril o IPCA apresentou variação de 0,67%, 0,25 ponto percentual inferior à alta do mês de março (0,92%). Com este resultado, o IPCA, que é utilizado pelo governo para balizar as metas de inflação fixadas pelo BC, acumula nos primeiros quatro meses do ano alta de 2,86%, acima da taxa de 2,5% em igual período de 2013. Em 12 meses encerrados em abril, o IPCA ficou em 6,28%.

É função do BC fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para
as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A mediana das expectativas (que desconsidera os extremos nas projeções) das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, segue em 11,25% ao ano. Para o final de 2015, a projeção também não foi alterada (12,25% ao ano). Atualmente, a Selic está em 11% ao ano, após passar por nove altas seguidas. Apesar de esperar uma Selic maior ao final do ano, as instituições não esperam que o aumento venha na reunião do Copom deste mês. Para maio, a previsão é manutenção da Selic no atual patamar.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 7,39% para 7,25%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,32% para 7,21%, este ano. Em 2015, a projeção para os dois índices segue em 5,5%. A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 6,06% para 6,10%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.

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