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12/05/2014 15:48 - Atualizado em 12/05/2014 16:03

Barbosa revoga autorização para Delúbio trabalhar fora da prisão

Ex-tesoureiro do PT atua na Central Única dos Trabalhadores

Ex-tesoureiro do PT atua na Central Única dos Trabalhadores <br /><b>Crédito: </b> Antonio Cruz / Agência Brasil / CP Memória
Ex-tesoureiro do PT atua na Central Única dos Trabalhadores
Crédito: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP Memória
Ex-tesoureiro do PT atua na Central Única dos Trabalhadores
Crédito: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP Memória

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, derrubou a decisão que havia garantido ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares o direito de trabalhar fora da prisão. Condenado por envolvimento com o esquema do mensalão, Delúbio está preso desde novembro em Brasília. Ele está trabalhando na Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

"Para que tenha direito à prestação de trabalho externo, é preciso que cumpra, ao menos, um ano, dois meses e dez dias de prisão no regime semiaberto, podendo descontar os dias remidos pelo trabalho que eventualmente venha a prestar no interior do sistema prisional, caso sejam homologados e não haja prática de falta grave”, disse Barbosa.

Na decisão, Barbosa também alegou que Delúbio não pode trabalhar na CUT pelo fato de a entidade ser vinculada ao PT. “Não se tem notícia de qualquer controle do Poder Público sobre a atividade por ele desenvolvida; não se sabe quais são os requisitos para o controle de sua produtividade; tampouco há registro de quem controla a sua frequência e a sua jornada de trabalho, muito menos de como se exerce a indispensável vigilância. A 'proposta de emprego' formulada pela CUT não aponta meios e formas controle do trabalho”.

Na semana passada, Joaquim Barbosa já havia cassado decisões que tinham autorizado o ex-deputado Romeu Queiroz e o advogado Rogério Tolentino a dar expediente fora da cadeia. Na sexta-feira, Barbosa rejeitou um pedido do ex-ministro José Dirceu para trabalhar num escritório de advocacia. Para o presidente do STF, os condenados somente passarão a ter o direito ao trabalho externo após o cumprimento de um sexto da pena. 




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Fonte: AE e Agência Brasil






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