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12/05/2014 22:57 - Atualizado em 12/05/2014 23:07

Laudo preliminar indica que coronel Malhães morreu de infarto

Militar que admitiu tortura durante a Ditadura teria sido vítima de assalto em 25 de abril

Laudo preliminar indica que coronel Malhães morreu de infarto<br /><b>Crédito: </b> Marcelo Oliveria / CNV Divulgação / CP
Laudo preliminar indica que coronel Malhães morreu de infarto
Crédito: Marcelo Oliveria / CNV Divulgação / CP
Laudo preliminar indica que coronel Malhães morreu de infarto
Crédito: Marcelo Oliveria / CNV Divulgação / CP

O laudo preliminar da morte do coronel do Exército reformado Paulo Malhães, de 76 anos, foi divulgado nesta segunda-feira e aponta que o militar morreu vítima de infarto. Malhães, que admitiu tortura durante o regime militar no Brasil, teria sido vítima de assalto  durante a invasão de seu sítio, na zona rural de Nova Iguaçu (RJ), em 25 de abril.

Encarregado do inquérito, o delegado Pedro Medina disse que a polícia está tentando esclarecer, após consulta ao Instituto Médico-Legal (IML) o que provocou o ataque cardíaco. "Queremos saber se o infarto foi provocado pela violenta emoção, uma vez que a vítima já tinha doença cardíaca preexistente, ou alguma ação dos invasores da casa provocou o infarto na vítima", explicou.

Embora oficialmente não esteja descartada a hipótese de envenenamento, o delegado disse não haver, a princípio, indícios que comprovem a suspeita. "Foram retiradas algumas peças do local do crime. Se ele fosse envenenado, eles teriam deixado vestígios. Vários panos com secreção foram encaminhados para perícia, mas o resultado final só será divulgado ao fim da investigação", acrescentou.

Medina comentou que também depende da definição do horário da morte para elucidar o crime: "A gente já tem noção do que aconteceu na casa durante o crime. Vamos esclarecer mais ou menos o momento da morte da vítima. Enfim, são uma série de fatores que vão permitir fechar esse quebra-cabeça". A recuperação das armas roubadas da casa do coronel, revelou o delegado, deixa a polícia mais próxima de identificar a autoria do crime.

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Fonte: Agência Brasil






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