Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 13/05/2014
  • 12:31
  • Atualização: 12:35

Treze pessoas são queimadas vivas na República Centro-Africana

Homens armados atacaram aldeia de Dissiku

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  • AFP

Pelo menos 13 pessoas foram queimadas vivas em uma casa no centro da República Centro-Africana por supostos integrantes de grupos muçulmanos armados, indicou uma fonte das forças de segurança.

De acordo com a fonte, "homens armados atacaram a aldeia de Dissiku, na região de Kaga Bandoro, no último sábado. Eles perseguiram e capturaram alguns moradores. Treze foram trancados à força em uma casa, que foi incendiada". "Um morador que tentava fugir por uma janela foi atingido por tiros. Todos morreram carbonizados", informou a fonte, indicando que "muitos outros habitantes que conseguiram escapar chegaram aterrorizados à localidade Kaga Bandoro, onde se refugiaram na catedral de Santa Teresa".

Um líder muçulmano afirmou que os antigos integrantes da rebelião Seleka "não se aventuram há muito tempo" nessa região. Ele culpou a etnia Peul pelo massacre. De acordo com ele, "os peuls tiveram seu gado roubado por 'anti-balaka' (milícias cristãs de autodefesa) e por camponeses, e se vingaram".

Desde a tomada do poder pela rebelião majoritariamente muçulmana Seleka, em março de 2013, a República Centro-Africana vive uma crise sem precedentes. O governo dos Seleka foi derrubado em janeiro de 2014 por milícias cristãs, e um dos países mais pobres da África entrou em uma onda de violência étnica e religiosa.
As regiões do centro e do norte são as mais conturbadas. Muitos vilarejos foram barbaramente atacados, assim como um hospital administrado pela ONG Médicos Sem Fronteiras, no início de maio.

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