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13/05/2014 19:34 - Atualizado em 13/05/2014 19:46

Susepe tenta na Justiça desinterditar parte do Presídio de Bento Gonçalves

Unidade foi interditada após motim, na quinta-feira

Ao contrário do que informou à Rádio Guaíba na semana passada, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) tenta garantir, pela via judicial, a desinterdição parcial do Presídio Estadual de Bento Gonçalves, na Serra. Após motim, há cinco dias, a Justiça determinou a interdição e o remanejamento imediato dos presos do local. O delegado regional Roniewerton Fernandes sustenta que um laudo de engenharia prisional feito na unidade apontou que apenas duas das 11 celas oferecem risco. As demais, segundo ele, estão passando por reforma nos sistemas elétrico e hidráulico, além de limpeza e pintura.

O laudo foi entregue à Vara de Execuções Criminais (VEC) de Bento e nesta quarta-feira o delegado se reúne com a juíza Fernanda de Azevedo para discutir a possibilidade de liberação de parte das celas. Ele relata que 70 presos do regime aberto foram removidos para outros locais. Seguem no local 137, além de 57 do semiaberto.

No dia da decisão judicial, a assessoria de imprensa da Susepe havia informado que a intenção do órgão era cumprir o determinado e desativar o presídio. Posteriormente, a ideia é fazer uma nova unidade no município, mais afastada do Centro.

O Ministério Público solicitou a desativação da instituição de Bento em razão de problemas como superlotação, irregularidades na prevenção de sinistros e precariedade sanitária. A capacidade da instituição é para 158 detentos, mas o número antes das transferências era 30% superior.

Na quinta-feira, parte dos presos se rebelou em função de uma revista. A descoberta de um suposto plano de fuga, além da apreensão de material ilegal, como celulares, motivaram a revolta. Os apenados colocaram fogo em colchões e brigaram entre eles. O Grupo de Ações Especiais (Gaes) da Susepe foi enviado de Porto Alegre para Bento, reforçando a segurança, e foi necessário o uso de bombas de efeito moral para conter o tumulto.

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Fonte: Camila Kila / Rádio Guaíba






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