Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 14/05/2014
  • 13:24
  • Atualização: 13:42

Divulgado vídeo com os últimos passos de Bernardo

Imagens são de câmeras de vigilância de posto de combustíveis

Imagens são de câmeras de vigilância de posto de combustíveis  | Foto: Reprodução Youtube /  CP

Imagens são de câmeras de vigilância de posto de combustíveis | Foto: Reprodução Youtube / CP

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  • Correio do Povo

Foram divulgadas as imagens captadas pelas câmeras do posto de combustíveis Avenida, nas proximidades do apartamento de Edelvânia Wirganovicz, em Frederico Westphalen. A rádio local, Luz e Alegria, disponibilizou o vídeo que mostra os últimos passos do menino Bernardo Boldrini antes de ser morto no dia 4 de abril.


• Leia mais sobre o caso Bernardo

Confira o vídeo:



Cronologia do vídeo
1 - Graciele Uglini chega com Bernardo na caminhonete preta.
2 - Edelvânia Wirganovic estava esperando, mais à frente. Ela vai até o carro de Graciele e as duas conversam.
3 - Graciele estaciona a caminhonete e desce com Bernardo. Eles caminham até o Siena prata de Edelvânia.
4 - Os três entram no carro de Edelvânia.
5 - Depois de algum tempo, retornam apenas Edelvânia e Graciele. As duas se separam e vão embora.

O desaparecimento
O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho. O pai descobriu o desaparecimento apenas no domingo, quando foi buscar o garoto.

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A titular da Delegacia de Três Passos, delegada Caroline Bamberg Machado, cuidou do caso desde o desaparecimento até a entrega do laudo final ao Ministério Público, nesta terça-feira.

Prisões preventivas
O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, a madrasta da vítima, Graciele Uglini, e a amiga do casal e assistente social, Edelvânia Wirganovicz, de Frederico Westphalen, foram presos preventivamente, após uma medida cautelar, como suspeitos da morte do garoto. A suspeita é de que o menino tenha sido dopado e assassinado com uma injeção letal.

Uma das hipóteses levantada pela Polícia Civil para explicar o assassinato de Bernardo é a motivação econômica. O menino é herdeiro da parte do capital da família a ser destinada à mãe, morta em 2010.
A madrasta de Bernardo, a enfermeira Graciele, prestou depoimento à polícia no dia 30 de abril na Penitenciária Modulada de Ijuí, no Planalto Médio. Graciele disse aos policiais que a morte do menino foi acidental por ingestão de medicamentos. Ela negou a participação do pai de Bernardo na morte do filho. A madrasta admitiu ter administrado a medicação para acalmar o enteado. Uma das suspeitas é que a dose pode ter sido a causa da morte.

O advogado da assistente social, Demétrius Eugênio Grapiglia, acompanhou o depoimento de Graciele. De acordo com ele, a madrasta de Bernardo disse aos policiais que a cliente não teve participação na morte do menino. Edelvânia Wirganovicz se declarou inocente em relação ao homicídio. O advogado reiterou que a amiga dos pais do garoto participou, pressionada, da ocultação do cadáver. Edelvânia também garantiu que o homicídio foi acidental e que o pai do menino não participou do crime.

Em 2 de maio, o juiz da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, negou o habeas corpus, pedido de revogação da prisão temporária, para o médico Leandro Boldrini. O magistrado ponderou que a segregação temporária foi decretada por 30 dias porque o delito é considerado hediondo e o prazo não havia expirado.

Morte da mãe de Bernardo é contestada
O advogado Marlon Taborda, representante da avó materna de Bernardo Boldrini, Jussara Uglione, pediu a de reabertura do inquérito da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino. O advogado contestará o laudo de 2010 - ano da morte de Odilaine -, que apontou suicídio. "Achei mais de uma dezena de razões, enumerei-as e juntei à documentação técnica", explicou o advogado. Evandro Wirganovicz

Após o ingresso na Justiça, o requerimento deve ser disponibilizado ao Ministério Público de Três Passos, que poderá determinar novas investigações policiais. Jussara diz ter certeza de que a filha morreu com um tiro, mas afirma não ter certeza se foi ela quem o disparou.

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