Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

  • 14/05/2014
  • 20:20
  • Atualização: 20:27

Taxistas de Porto Alegre vão à Justiça contra uniforme padrão

Diretor-geral adverte que parte da categoria pode parar na Copa, em protesto contra decreto

Taxistas de Porto Alegre vão à Justiça contra uniforme padrão | Foto: André Avila / CP Memória

Taxistas de Porto Alegre vão à Justiça contra uniforme padrão | Foto: André Avila / CP Memória

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  • Voltaire Porto / Rádio Guaíba

O decreto da Prefeitura alterando a Lei que dispõe sobre os uniformes de taxistas foi publicado nesta quarta-feira e a medida já passa a valer a partir desta quinta. Mesmo depois de dizer que era favorável, o Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) confirmou que recorreu à Justiça para tentar reverter a determinação, sobretudo em função da cor que passa a ser obrigatória.

O diretor-geral da entidade, Adão Campos, disse que o objetivo não é melhorar a qualidade do serviço. “Nós temos o segundo melhor atendimento de táxi do País e não é a cor do uniforme que vai mudar alguma coisa. As autoridades e a população devem entender que já existe uma legislação vigente, também determinado o uso das mesmas vestimentas”, esclareceu o dirigente.

A partir de amanhã, os taxistas devem estar uniformizados com camisa social ou polo, na cor azul, calça ou bermuda escura e sapato ou sandália. As mulheres também podem usar bermudas, mas saias e vestidos estão proibidos, conforme o decreto.

A cor azul é contestada porque alguns taxistas já adotam uniforme em outras cores, identificando o ponto. A possibilidade de uma paralisação em protesto à obrigatoriedade do uniforme não está descartada. “Na última reunião, com autoridades da EPTC, um grupo de taxistas ameaçou parar”, revelou Adão.

Mesmo manifestando contrariedade, o Sintáxi mantém prudência e, por agora, recomenda que os taxistas respeitem a legislação. “Todos devem comprar seu novo uniforme e guardar as notas fiscais com cuidado. Vamos reverter essa iniciativa na justiça e ainda garantiremos o ressarcimento do gasto”, projetou o dirigente do Sintáxi.

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