Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 15/05/2014
  • 18:53
  • Atualização: 18:55

Policiais federais vão recorrer de decisão judicial que proíbe greve

Categoria deve manter outras manifestações e cogita parar por 24h na próxima quarta

Em Porto Alegre oi colocado um elefante inflável em frente à Superintendência da PF em alusão aos estádios da Copa | Foto: Samuel Maciel / CP / Memória

Em Porto Alegre oi colocado um elefante inflável em frente à Superintendência da PF em alusão aos estádios da Copa | Foto: Samuel Maciel / CP / Memória

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

A Federação Nacional dos Policiais Federais prepara um recurso à definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proibiu a realização de greve pela categoria no período de realização da Copa do Mundo. A ministra Assusete Magalhães aceitou o pedido da Advocacia Geral da União nessa quarta-feira. Os agentes previam definir uma paralisação, ainda nesta quinta, em assembleia nacional, em Brasília.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Paes, garante que a categoria vai cumprir a decisão, mas vai promover outras manifestações, com panfletagem, cartazes e ações inusitadas como as que ocorreram na semana passada em todo o Brasil. Na Capital, foi colocado um elefante inflável em frente à Superintendência da PF em alusão aos estádios construídos nas 12 cidades-sede do Mundial. “Não recebemos a notícia com surpresa. É apenas mais uma ação para tentar deslegitimar nosso movimento, mas certamente vamos protestar de outras formas”, sustenta.

Uma assembleia dos policiais federais do Rio Grande do Sul está mantida na próxima quarta-feira para definir as próximas ações. Uma paralisação de 24h no mesmo dia deve ser definida nesta sexta. “Vamos cumprir a ordem judicial. Caso tenhamos êxito (na Justiça), vamos juntar toda a categoria novamente para definir se fazemos greve ou não. Ainda não tínhamos declarado greve, a AGU se antecipou a uma suposição de greve. Nunca tinha visto um direito ser regulado antes mesmo de ser colocado em prática”, ressaltou o vice-presidente, Ubiratan Antunes Sanderson.

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal aprovaram o indicativo de greve ainda em fevereiro e fazem manifestações por melhores salários e contra o suposto ‘desmonte’ da corporação. A categoria exige reposição de 40%.

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