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16/05/2014 08:59 - Atualizado em 16/05/2014 10:04

Cremers deve abrir sindicância contra médico Leandro Boldrini

Pai do menino Bernardo foi denunciado pelo MP por envolvimento no assassinato da criança

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) deve abrir uma investigação para avaliar a suspeita de que o médico Leandro Boldrini tenha receitado um sedativo para matar o filho Bernardo Boldrini, 11 anos. Conforme o presidente do Cremers, Fernando Weber Matos, a entidade aguarda os documentos do Ministério Público (MP) para abrir a sindicância. O médico pode ser proibido de exercer a medicina. 

• Leia mais sobre o caso Bernardo

Segundo Matos, depois de aberta a investigação, o médico será oficiado. Ele terá prazo para se pronunciar por escrito ou pedir para ser ouvido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na região Carbonífera. Outra possibilidade é que ele determine que o advogado Jader Marques deponha no seu lugar.

Em abril, o Hospital de Caridade de Três Passos, no Noroeste gaúcho, destituiu Boldrini do cargo de diretor técnico. De acordo com o administrador da casa de saúde, Tarcísio Dreher, Boldrini também teve rescindido o contrato de cirurgião geral no hospital. O dirigente explicou ter atendido a uma determinação do Conselho Regional de Medicina (Cremers). "Ele está impedido de exercer a função", justificou. Boldrini era diretor técnico havia mais de dois anos na instituição.

O Ministério Público (MP) denunciou Leandro Boldrini, Edelvânia Wirganovicz e Graciele Ugulini por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo os promotores Marcelo Dornelles e Dinamárcia Maciel, que concederam entrevista coletiva nessa quinta-feira, Leandro seria o mentor da morte do filho. Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi denunciado por ocultação de cadáver.

O desaparecimento


O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho. 

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A titular da Delegacia de Três Passos, delegada Caroline Bamberg Machado, cuidou do caso desde o desaparecimento até a entrega do laudo final ao Ministério Público, na terça-feira.

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Fonte: Jerônimo Pires / Rádio Guaíba






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