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16/05/2014 10:54 - Atualizado em 16/05/2014 11:58

Aceita denúncia contra quatro suspeitos da morte de Bernardo

Responderão a processo criminal o pai, a madrasta, a amiga e o irmão dela

O  juiz de Três Passos, Marcos Luís Agostini, recebeu nesta sexta-feira a denúncia do Ministério Público (MP) contra os quatro suspeitos de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini. Responderão a processo criminal como réus o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a assistênte social, Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz. 

• Leia mais sobre o caso Bernardo

O juiz também autorizou o pedido de diligências efetuado pelo MP e manteve a prisão temporária de Evandro Wirganovicz, detido em 10 de maio para apuração de participação nos fatos. No documento, Agostini afirma que a defesa não apresentou fato novo para justificar a revogação da prisão e que o prazo de 30 dias da prisão temporária ainda não está esgotado. 

O MP denunciou Leandro Boldrini, Edelvânia Wirganovicz e Graciele Ugulini por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo os promotores Marcelo Dornelles e Dinamárcia Maciel, que concederam entrevista coletiva nessa quinta-feira, Leandro seria o mentor da morte do filho. Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi denunciado por ocultação de cadáver.

O desaparecimento

O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho.

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A titular da Delegacia de Três Passos, delegada Caroline Bamberg Machado, cuidou do caso desde o desaparecimento até a entrega do laudo final ao Ministério Público, na terça-feira.

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Fonte: Correio do Povo






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