Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 19/05/2014
  • 12:50
  • Atualização: 13:01

Plano Agrícola e Pecuário prevê juros inferiores aos de mercado

Dilma ressaltou aumento da produtividade do setor

Dilma ressaltou o aumento da produtividade na área | Foto: Antonio Cruz / Agencia Brasil / CP

Dilma ressaltou o aumento da produtividade na área | Foto: Antonio Cruz / Agencia Brasil / CP

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Em cerimônia na manhã desta segunda-feira no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro da Agricultura, Néri Geller, apresentou os principais pontos do novo ciclo do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), para a safra 2014/15. O programa prevê financiamento de R$ 132,6 bilhões com juros inferiores aos do mercado, de acordo com o Ministério da Agricultura. As taxas de juros mais baixas estão nas modalidades "armazenagem, irrigação e inovação tecnológica (4% a.a.)", além de 5% para o crédito de armazenagem para cerealistas. Práticas sustentáveis terão juros de 5% e os médios produtores, de 5,5%. Já o financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas terá taxa de juros de 4,5% a 6%.

"A grande maioria das taxas de juros é equalizada pelo Tesouro Nacional", disse Geller. "Mesmo com a Selic passando para 11%, o custeio do Pronamp e do Fundo de Defesa Econômica Cafeeira (Funcafé) aumentou só 1%", comentou. Por último, Geller pontuou que "mais de 90% dos produtores" acessarão o Moderfrota, para a aquisição de novas máquinas agrícolas, com taxas de juros reduzidas de 5,5% para 4,5%. "Para as cooperativas conseguimos manter juros em 7,5% para o capital de giro", finalizou.

Colheita

Em sua fala, o ministro disse que é esperada uma colheita de grãos de 200 milhões de toneladas para a safra 2014/15, o que representaria aumento de 4,6% sobre a atual safra, estimada em 191,2 milhões de toneladas. Afirmou, ainda, que o atual Plano Safra traz mais recursos para comercialização e investimento, além de "manter atenção especial ao médio produtor".

De acordo com a pasta, R$ 112 bilhões dos R$ 156,1 bilhões disponibilizados pelo ciclo lançado nesta segunda irão para o financiamento de custeio e comercialização; outros R$ 44,1 bilhões são para investimento. Há, ainda, R$ 16,7 bilhões programados para o custeio, comercialização e investimento, no âmbito do Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Geller afirmou que já foram utilizados R$ 127 bilhões do Plano Safra 2013/14, dos R$ 136 bilhões previstos.

Aumento da produtividade 

A presidente Dilma Rousseff ponderou que o crescimento ocorreu mesmo com a ocorrência de "contratempos climáticos em importantes áreas agrícolas do País".

Dilma afirmou ainda que o "o mais importante" é o aumento da produtividade, o que permite que "a produção cresça mais do que a área plantada". De acordo com ela, o crescimento da produtividade se deve a avanços nas áreas de melhoramento genético, controle de doenças e "outros avanços tecnológicos".

"O Brasil tem motivos de sobra para se orgulhar do nosso agronegócio", disse a presidente. Dilma disse ainda que o agronegócio brasileiro é um "modelo de sucesso".

No discurso, Dilma utilizou criticou o governo tucano que, segundo a presidente, tinha dificuldades em "fazer uma política de crédito adequada". "Lembrar o cenário de 12 anos nos ajuda a ter uma posição mais precisa para as transformações que vamos construir juntos", declarou.

Sem citar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou mesmo o PSDB, Dilma lançou números para comparar a política de disponibilização de crédito rural no governo tucano e a partir da administração de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciada em 2003. "Na safra anterior à chegada do presidente Lula, nós tínhamos colhido 96,8 milhões de toneladas de grãos para uma área de 40,2 milhões de hectares", discursou a presidente. Segundo ela, a safra 2013/14 deve colher 191 milhões de toneladas de grãos, numa área de 56,4 milhões de hectares. "Tamanho crescimento da produtividade só é possível com muita pesquisa e muito trabalho qualificado", alfinetou.

Além do mais, Dilma comparou a oferta de crédito na última safra antes da posse de Lula e as taxas de juros disponibilizadas. "Não só foram mais recursos, mas a taxa de juros médio mudou de patamar", disse. "Dos 8,75% (a.a.) antes para custeio e para investimento, hoje trabalhamos com taxas de 4% a 6,5% (a.a). A taxa para investimento chegava (antes de Lula) a 10,75%", afirmou.

Dilma disse, ainda, que o agronegócio brasileiro é líder no cenário internacional e que é fundamental para o desenvolvimento sustentável do País.

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