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20/05/2014 08:49 - Atualizado em 20/05/2014 08:55

Comandante do exército da Tailândia convida rivais políticos ao diálogo

Militares decretaram lei marcial e mobilizaram soldados em Bangcoc

Comandante do exército da Tailândia convida rivais políticos ao diálogo<br /><b>Crédito: </b> Pornchai Kittiwongsakul / AFP / CP
Comandante do exército da Tailândia convida rivais políticos ao diálogo
Crédito: Pornchai Kittiwongsakul / AFP / CP
Comandante do exército da Tailândia convida rivais políticos ao diálogo
Crédito: Pornchai Kittiwongsakul / AFP / CP

O poderoso comandante do exército da Tailândia, que nesta terça-feira decretou lei marcial, convidou os rivais políticos a "dialogar", sem anunciar a destituição do governo interino. "Estamos convidando as duas partes a conversar", anunciou o general Prayut Chan-O-Cha em uma entrevista coletiva, na qual justificou a imposição da lei marcial até o retorno da calma, após vários meses de manifestações.

"Deveríamos ser capazes de misturar todas as cores", completou, em referência aos símbolos dos manifestantes, como o vermelho dos partidários do governo. "Cada ministro deve trabalhar de maneira eficaz para resolver o problema", disse o general Prayut Chan-O-Cha.

Questionado sobre o status do governo interino, o general foi irônico: "Onde está o governo?", perguntou, quando deixava uma reunião com representantes militares e governamentais. O exército tailandês decretou lei marcial e mobilizou soldados em Bangcoc, o que provocou temores de um golpe de Estado após meses de crise política e manifestações antigovernamentais que deixaram 28 mortos.

A oposição afirma que está na "reta final" da campanha contra o governo interino, com a recente destituição da primeira-ministra Yingluck Shinawatra. Os opositores acusavam Yingluck de ser uma marionete do irmão, Thaksin Shinawatra, destituído por um golpe de Estado em 2006 e que continua sendo, apesar do exílio, o fator de divisão do país.

Eleições em agosto


O governo da Tailândia propôs à Comissão Eleitoral para que as eleições gerais sejam realizadas no dia 3 de agosto. "Recebemos uma carta do governo nessa segunda-feira, propondo o dia 3 de agosto", disse Somchai Srisuthiyakorn, um dos cinco comissionários da agência eleitoral. "O governo nos pediu uma resposta até esta sexta-feira. Os representantes devem se reunir nesta quarta-feira para avaliar o pedido do governo.

Na carta entregue à Comissão Eleitoral, o governo disse que concorda em dar à comissão o poder de adiar novamente a eleição, caso seja necessário. A condição foi definida como uma tentativa de evitar possíveis obstruções e uma repetição da eleição realizada no dia 2 de fevereiro, que foi parcialmente interrompida por manifestantes antigoverno. Em março, a eleição foi anulada pelo Tribunal Constitucional da Tailândia.

Neste mês, governo e comissão haviam concordado em realizar um novo pleito no dia 20 de junho, mas a data foi cancelada devido ao retornodos conflitos políticos no país. Segundo Somchai, a declaração da Lei Marcial pelo exército não tem impacto sobre o trabalho da Comissão Eleitoral ou no planejamento de uma nova eleição. "Enquanto a atual constituição estiver válida, o governo e o Estado ainda estão no mesmo lugar", disse. No entanto, ele acrescentou que os representantes do exército podem precisar ser envolvidos na definição de uma nova data da votação.

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Fonte: AFP






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