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22/05/2014 09:06 - Atualizado em 22/05/2014 09:20

Justiça volta a ouvir testemunhas do incêndio da boate Kiss

Juiz Ulysses Fonseca Louzada coordena audiências em Santa Maria

Nesta quinta-feira são retomados os depoimentos das testemunhas indicadas pela acusação no processo criminal que investiga a tragédia da boate Kiss de Santa Maria, na região central do Estado. O juiz da 1ª Vara Criminal, Ulysses Fonseca Louzada, coordena os trabalhos que começam às 9h30min e são retomados às 14h.

Entre as pessoas que prestarão depoimentos na Justiça Estadual de Santa Maria estão ex-funcionários da casa noturna, um taxista que estava em frente à boate quando o incêndio teve início, um gerente da empresa que negociou fogos de artifícios, um operário que realizou reformas no interior do prédio da kiss, uma arquiteta e um engenheiro civil que atuaram em obras realizadas na casa noturna.

Nesta fase do processo, as pessoas indicadas para depor se comprometem a falar a verdade sob pena de serem processadas. Na etapa anterior do processo, os depoimentos eram de pessoas que foram vítimas da tragédia.

As audiências prosseguirão nos dias 30 de maio e 10 de junho. Irão prestar depoimentos as pessoas indicadas pela defesa dos proprietários da Kiss, Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandagueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, acusados de homicídio doloso e tentativa de homicídio.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro de 2013. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o incêndio teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo





» Tags:Geral Boate Kiss

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