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22/05/2014 13:01 - Atualizado em 22/05/2014 14:44

Separatistas pró-Rússia matam 14 soldados ucranianos três dias antes das eleições

Ataques são considerados um dos mais violentos desde o começo da operação russa no país

 Militantes pró-russos em ponto de verificação perto da cidade ucraniana de Donetsk<br /><b>Crédito: </b> Alexander Khudoteply / AFP / CP
Militantes pró-russos em ponto de verificação perto da cidade ucraniana de Donetsk
Crédito: Alexander Khudoteply / AFP / CP
Militantes pró-russos em ponto de verificação perto da cidade ucraniana de Donetsk
Crédito: Alexander Khudoteply / AFP / CP

Separatistas pró-Rússia mataram 14 soldados no leste da Ucrânia nesta quinta-feira. Os ataques são considerados um dos mais violentos desde que o governo interino de Kiev iniciou uma operação contra aqueles que chama de "terroristas" em áreas de língua russa do país. Outros 20 militares ucranianos ficaram feridos nas regiões de Lugansk e Donetsk.

A três dias da eleição presidencial considerada crucial para acabar com a crise no país, insurgentes armados pró-Moscou ocuparam nesta quinta-feira quatro minas de carvão na região separatista de Lugansk, segundo o ministério ucraniano da Energia.

No momento em que a Otan considera que as movimentações de tropas russas podem "sugerir" uma retirada parcial da fronteira com a Ucrânia, Moscou anunciou que quatro comboios ferroviários transportaram blindados e armamentos da área de fronteira até os quartéis. Além disso, 15 aviões transportaram soldados que estavam na região.

Após dias de calma na "frente leste", nas regiões de Donetsk e Lugansk, os confrontos entre o exército ucraniano e os insurgentes pró-Rússia foram retomados nesta quinta-feira. "Treze soldados deram sua vida pela Ucrânia perto de Volnovaha, na região de Donetsk", declarou o presidente interino ucraniano Olexander Turchynov.

Em outro ataque, perto de Rubizhne, na região de Lugansk, um soldado morreu e dois ficaram feridos quando os "terroristas" abriram fogo contra um comboio militar, afirmou Bogdan Senk, porta-voz do ministério da Defesa.
O ataque na área de Volnovaha aconteceu durante a noite e teve como alvo um posto de controle do exército ucraniano. Segundo o ministério, os separatistas atacaram com morteiros e granadas. Também conseguiram explodir um veículo. O exército iniciou em 13 de abril uma operação militar para retomar o controle das regiões de Lugansk e de Donetsk, em grande parte sob controle dos separatistas, que proclamaram a soberania após referendos de independência.

Possível retirada parcial de tropas russas

Neste contexto, a Otan constatou movimentações de tropas russas que poderiam sugerir uma retirada parcial da fronteira com a Ucrânia. Moscou anunciou o retorno aos quartéis de veículos, armamentos e homens mobilizados na fronteira. "Vimos uma atividade limitada de tropas russas perto da fronteira com a Ucrânia, o que poderia sugerir que parte das forças se preparam para uma retirada", disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.  "É muito cedo para dizer o que significa, mas espero que seja uma retirada completa e real", completou. "No momento, a maioria das forças russas que haviam sido mobilizadas permanecem perto da fronteira com a Ucrânia", disse Rasmussen.

No domingo, a Ucrânia celebra uma eleição presidencial considerada crucial para o futuro do país, após seis meses de crise política que deixaram a nação à beira da guerra civil e da divisão. Para garantir o bom desenvolvimento da votação, Kiev anunciou a mobilização de 55 mil policiais e 20 mil  voluntários.

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Fonte: AFP






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