Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 22/05/2014
  • 17:48
  • Atualização: 17:52

Juiz militar crê que atentado com coquetel molotov foi planejado

Atentado contra o gabinete do magistrado pode ter ligação com explosão na casa do prefeito de Eldorado do Sul

Juiz militar crê que atentado com coquetel molotov foi planejado | Foto:  Reprodução câmeras de segurança / CP

Juiz militar crê que atentado com coquetel molotov foi planejado | Foto: Reprodução câmeras de segurança / CP

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

O magistrado que teve o gabinete atingido por um coquetel molotov arremessado contra o prédio da Justiça Militar, em Porto Alegre, disse que a ação criminosa foi pensada. “Não foi uma atitude aleatória. Foi organizada. Foi planejada. O artefato não era tão simples”, disse Alcides Alcaraz Gomes. O ataque ocorreu na noite de quarta-feira, por volta da meia-noite.

O juiz disse que o fato de não estar no local no momento do ataque o tranquiliza mais, mas garantiu que tomou providências quanto à segurança. “Estou mais alerta”, comentou. Os deslocamentos dele pela cidade já são feitos com motorista armado.

As imagens captadas pelas câmeras de segurança do prédio já estão com a Polícia Federal, que troca informações com a Polícia Civil sobre o caso e a suposta relação com uma explosão que teve como alvo a casa do prefeito de Eldorado do Sul, Sergio Munhoz. Nesta quinta-feira à tarde, ele presta depoimento aos investigadores. O juiz disse que ainda é cedo para relacionar o ataque a algum julgamento no qual esteja trabalhando.

O prédio atacado fica na Rua Duque de Caxias, esquina com a rua General Portinho. Alcides Alcaraz Gomes é filho do falecido jornalista Flávio Alcaraz Gomes, que ajudou a fundar a Rádio Guaíba. O magistrado julga casos que tenham suposto envolvimento de militares das Forças Armadas.

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