Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 22/05/2014
  • 18:43
  • Atualização: 21:41

RS sinaliza com remoção da maioria dos presos do Central a partir de junho

Susepe pretende manter presídio com cerca de 2 mil vagas

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  • Samuel Vettori / Rádio Guaíba

Uma reunião na Secretaria Geral de Governo discutiu, hoje, a desocupação parcial do Presídio Central e o destino da área, entre outras questões. De acordo com o superintendente dos Serviços Penitenciários, Gelson Treisleben, a unidade prisional vai permanecer ativa e com o mesmo número de vagas, mas apenas para conta da demanda da polícia em Porto Alegre, de cerca de duas mil vagas. O restante deve ser removido a partir de junho.

“Para se ter uma idéia, o Central recebe 25% dos suspeitos de homicídio em todo o Rio Grande do Sul”, exemplificou Treisleben, que negou intenção de reduzir o número atual de vagas da unidade, como havia informado, durante a tarde, a assessoria de imprensa da Susepe. “Em uma cadeia pública, temos que dar conta dos presos provisórios que Porto Alegre produz, e são cerca de dois mil”, finalizou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Geral de Governo, trata-se de mais uma reunião de rotina, com mais de um assunto sendo tratado. Várias hipóteses já foram cogitadas pelo Piratini para o Presídio Central. Uma delas foi a desocupação total. Também já foi levantada a possibilidade de implosão da estrutura e comercialização do terreno e, ainda, a criação de uma área de lazer na região para acolher a comunidade.

Um dia depois da vistoria realizada no Central pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Joaquim Barbosa, em março, o governo do Estado informou a intenção de reduzir a lotação em 40% até agosto. O presídio soma quase 4,5 mil presos, sendo que a capacidade é para cerca de 2 mil.

A meta é, até o final do ano, é fazer com que o limite do local seja respeitado. Os apenados serão removidos a unidades de detenção ainda em fase de construção. Em Venâncio Aires serão abertas 529 vagas. No novo módulo na penitenciária de Montenegro outras 500. As duas estão prontas, mas com pendência de licença da Fepam para operação.

No novo módulo na penitenciária de Charqueadas serão 250 vagas. As guaritas e passarelas, porém, ainda não foram construídas. Já o Complexo de Canoas vai contar com 2,4 mil vagas e fica pronto em dezembro. A penitenciária estadual, no mesmo município, deve ser entregue antes, em julho, com espaço para 400 presos. A penitenciária de Guaíba, com previsão para ficar pronta em novembro, vai comportar mais 672.

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