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23/05/2014 07:51 - Atualizado em 23/05/2014 08:46

Caso Bernardo: Irmão de assistente social fala à polícia

Foi usado detector de mentiras em depoimento no Foro de Três Passos

O quarto suspeito de participação na morte de Bernardo Boldrini prestou o primeiro depoimento à Polícia Civil na noite de quarta-feira. Os questionamentos a Evandro Wirganovicz foram feitos por um policial no Foro de Três Passos, usando um detector de mentiras. Evandro é irmão da assistente social Edelvânia Wirganovicz, denunciada pelo MP por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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As perguntas foram previamente elaboradas pela delegada Caroline Bamberg, que ainda investiga a participação do suspeito no crime. O depoimento durou cerca de 25 minutos. "Elaborei perguntas objetivas", explicou a delegada, que não participou do interrogatório. Apenas o operador do equipamento que detecta alterações na voz, acusando inverdades, presenciou o depoimento. A análise da gravação deve ficar pronta em duas semanas. Evandro havia se negado a depor quando teve a prisão decretada, no dia 10. Ele fazia questão do uso do aparelho. O advogado, Demetryus Grapiglia, voltou a afirmar que seu cliente não participou do crime.

Evandro foi denunciado pelo Ministério Público por ocultação de cadáver e está preso no Presídio de Três Passos. Duas testemunhas afirmaram ter visto o carro do suspeito, dois dias antes do crime, perto do local onde Bernardo foi enterrado.

O desaparecimento

O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho.

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A acusação

O juiz criminal da comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra os quatro suspeitos de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini. Responderão a processo criminal como réus o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a assistênte social, Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz.

O Ministério Público denunciou Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo os promotores Marcelo Dornelles e Dinamárcia Maciel, Leandro seria o mentor da morte do filho. Já Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi denunciado por ocultação de cadáver.

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Fonte: Fernanda Pugliero / Correio do Povo






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