Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 23/05/2014
  • 08:16
  • Atualização: 08:43

Junta que tomou poder proíbe 155 ex-líderes de deixar Tailândia

Ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra foi impedida de abandonar país

Junta militar que tomou poder proíbe 155 ex-líderes de deixar Tailândia | Foto: Pornchai Kittiwongsakul / AFP / CP

Junta militar que tomou poder proíbe 155 ex-líderes de deixar Tailândia | Foto: Pornchai Kittiwongsakul / AFP / CP

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  • AFP

A junta militar que tomou o poder na Tailândia anunciou nesta sexta-feira que proibiu 155 pessoas, incluindo ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, de deixar o território.

"No total, 155 pessoas foram proibidas de viajar ao exterior, salvo autorização" do novo regime militar, "para manter a paz e a ordem", declarou um porta-voz militar na televisão.

Portanto, Yingluck não poderá se reunir com o irmão Thaksin Shinawatra, exilado depois de ter sido vítima de um golpe em 2006, e condenado posteriormente por desvio de fundos.

Golpe de estado para retomar controle do país

O comandante do exército da Tailândia, general Prayut Chan-O-Cha, anunciou um golpe de Estado nessa quinta em um discurso na televisão, após sete meses de crise política. "Para que o país retorne à normalidade, as Forças Armadas devem tomar o poder a partir de 22 de maio", afirmou o general.

O general, que decretou lei marcial na terça-feira, destacou a violência no país, que deixou 28 mortos desde o início da crise, no fim de 2013. "Todos os tailandeses devem manter a calma e os funcionários públicos devem continuar trabalhando como habitual", completou. O anúncio, exibido ao vivo na televisão, aconteceu após a segunda sessão de negociações entre os principais personagens da crise, com a esperança de alcançar um compromisso.

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