Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 26/05/2014
  • 17:12

Igreja católica pega fogo em Jerusalém durante visita do Papa

Pouco antes do incidente, o Papa celebrou uma missa no edifício vizinho do Cenáculo

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  • AFP

Monges beneditinos controlaram o incêndio em uma das principais igrejas católicas de Jerusalém, no Monte Sião, durante a visita do papa Francisco, declarou à AFP o porta-voz da Abadia da Dormição, frei Nikodemus Schnabel.

"Alguém entrou na igreja, desceu à cripta, pegou um livro utilizado por peregrinos e o levou a uma pequena sala perto do órgão, onde incendiou o livro, queimando cruzes de madeira", disse o monge.

"A polícia está no local e nos disse que não é um acidente", informou o monge beneditino.

Parte do mobiliário e cruzes de madeira foram queimados e os monges, que conseguiram controlar o fogo com extintores de incêndio, estavam cobertos de cinzas, constatou um jornalista da AFP no local.

Pouco antes do incidente, o Papa celebrou uma missa no edifício vizinho do Cenáculo, local sagrado para cristãos, judeus e muçulmanos que reflete as tensões na Cidade Santa.

De acordo com a tradição cristã, foi neste local, no Monte Sião, que ocorreu a Última Ceia, a última refeição de Jesus com seus apóstolos, em que se instituiu a Eucaristia.

Hoje, os cristãos pedem autorização para fazer uso do lugar, onde têm acesso livre, mas só podem celebrar uma missa duas vezes por ano, na Quinta-Feira Santa e em Pentecostes.

A missa provocou a ira de extremistas judeus, que temem que a visita do Papa ao Cenáculo faça parte das negociações entre Israel e a Santa Sé que poderia colocar um fim às restrições para as cerimônias cristãs no local.

A polícia israelense deteve dezenas de extremistas judeus suspeitos de querer perturbar a visita do Papa.

O papa Francisco concluiu nesta segunda-feira à noite sua primeira visita à Terra Santa, em uma peregrinação de três dias com forte conotação religiosa, mas também políticas.

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