Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 26/05/2014
  • 23:57
  • Atualização: 23:58

Rio Grande pode ter prejuízo de R$ 3 milhões por dia com greve no Polo Naval

Trabalhadores exigem igualar índices de reajustes do Rio de Janeiro

Trabalhadores exigem igualar índices de reajustes do Rio de Janeiro | Foto: Carlos Queiroz / Especial CP

Trabalhadores exigem igualar índices de reajustes do Rio de Janeiro | Foto: Carlos Queiroz / Especial CP

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  • Correio do Povo

A paralisação de mais de 7,5 mil trabalhadores do Polo Naval chegou à pauta da Câmara de Vereadores de Rio Grande. O problema é visto de forma ainda mais ampla: uma possível crise no setor naval na cidade. Para tentar dialogar com as categorias envolvidas, os vereadores convocaram reunião nesta segunda-feira. Os parlamentares temem que a greve seja apenas o início de problemas ainda maiores nos investimentos do município. Cada dia de paralisação gera prejuízo de R$ 3 milhões.

Para os vereadores, os problemas no polo vêm acontecendo há algum tempo, e o medo de que uma crise se instale é grande. Durante a manhã desta terça, uma reunião no Rio de Janeiro, convocada pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), irá decidir o rumo da greve nos próximos dias.

A paralisação foi deflagrada pela manhã. O principal objetivo dos grevistas é conseguir se igualar aos índices de reajustes do Rio de Janeiro. Lá, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico de Rio Grande e São José do Norte (Stimmerg), o aumento chegou a 9,5% e R$ 300,00 de tíquete-alimentação após acordos judiciais.

Outros direitos, de acordo com o presidente do Stimmerg, Benito Gonçalves, também estão em discussão, como melhores condições de alojamento e uniformes de trabalho. A data-base para o reajuste é 1º de maio. Atualmente, cerca de 7,5 mil trabalhadores representam a classe que recebe salários de até R$ 4,5 mil.

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