Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 27/05/2014
  • 10:47
  • Atualização: 11:11

Leandro Boldrini deverá ser submetido a detector de mentiras

Pai do menino Bernardo está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas

Pai do menino Bernardo está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas  | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

Pai do menino Bernardo está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

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  • Jerônimo Pires / Rádio Guaíba

O médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, deverá depor com o uso de um detector de mentiras, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). O juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, autorizou a utilização do equipamento, mas ainda não há uma data para o cirurgião ser ouvido. O depoimento deve ser concedido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde Boldrini está preso, suspeito de ser o mentor da morte do filho. 

• Leia mais sobre o caso Bernardo

O médico Leandro Boldrini, a madrasta do garoto Graciele Ugulini, e a amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, estão presos por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, foi denunciado apenas por ocultação de cadáver.

O desaparecimento

O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho.

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A acusação

O juiz criminal da comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra os quatro suspeitos de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini. Responderão a processo criminal como réus o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a assistênte social, Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz.

O Ministério Público denunciou Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo os promotores Marcelo Dornelles e Dinamárcia Maciel, Leandro seria o mentor da morte do filho. Já Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi denunciado por ocultação de cadáver.


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