Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 27/05/2014
  • 18:10

Agricultores gaúchos pedem clareza do Ministério da Justiça sobre demarcação de terras

Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul querem detalhamento da oferta

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  • Camila Kila / Rádio Guaíba

Agricultores gaúchos seguem avaliando a proposta feita pelo Ministério da Justiça, em reunião na semana passada, para redução das terras demarcadas como indígenas no Norte do Rio Grande do Sul. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) fala, porém, que é necessário que o ministro José Eduardo Cardozo detalhe a oferta, para que seja dado seguimento à negociação.

O coordenador-geral Rui Valença explica que é preciso ter mais clareza para dar uma resposta concreta sobre o tema. Conforme ele, os agricultores querem informações sobre a indenização, como valor a ser recebido, data e condições. No caso de disponibilização de terras para as famílias afetadas, Valença defende que o ministério informe a localização das propriedades e o tipo de terra.

No encontro da última quinta-feira, o Governo fFderal propôs a redução da área de Mato Preto, entre Getúlio Vargas, Erechim e Erebango, declarada reserva indígena, de 4,23 mil hectares para 657 hectares e indenização para os agricultores. Com isso, apenas 30 famílias podem ser afetadas, deixando o local onde vivem e mantêm plantações.

Sinos lembrarão mortes em Faxinalzinho
Nesta quarta-feira, quando a morte de dois agricultores em Faxinalzinho, que levou cinco índios à prisão, vai completar um mês. Uma homenagem simbólica ocorre às 17h desta quarta, quando os sinos das igrejas da região tocarão simultaneamente, para lembrar o ocorrido. Pela morte dos irmãos Alcemar de Souza, de 41 anos, e Anderson, de 26 anos, a Polícia Federal (PF) prendeu o cacique Deoclides de Paula e mais quatro indígenas, e ainda procura mais três, considerados foragidos.

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