Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 27/05/2014
  • 22:16
  • Atualização: 22:31

Juiz nega pedido de soltura do irmão de Edelvânia, em Três Passos

Homem é réu no processo pelo assassinato do menino Bernardo Boldrini

  • Comentários
  • Rádio Guaíba

O juiz de Três Passos, Marcos Luiz Agostini, negou nesta terça-feira pedido da defesa de Evandro Wirganovicz para revogar a prisão do cliente, réu do processo judicial por suposta participação na ocultação do cadáver do menino Bernardo Boldrini. Detido desde 10 de maio no Presídio Estadual de Três Passos, Evandro é irmão da assistente social Edelvânia Wirganovicz, uma das três pessoas também presas pela acusação de homicídio qualificado no caso.

• Leia mais sobre o caso Bernardo

Além dela, responderão à Justiça e seguem detidos a madrasta de Bernardo, a enfermeira Graciele Ugulini, e o pai do menino, Leandro Boldrini. Graciele e Edelvânia foram denunciadas pelos dois crimes (homicídio e ocultação de cadáver) e Boldrini, pelos de homicídio e falsidade ideológica.

Consultado pela reportagem, o advogado de Evandro e de Edelvânia, Demétryus Grapiglia, disse não ter sido notificado da decisão e ter ficado sabendo da notícia pela imprensa. A prisão preventiva de Evandro vence em 10 de junho. A partir de então, o juiz ainda pode rever a decisão, conforme o andamento das investigações complementares da Polícia Civil sobre o envolvimento do irmão de Edelvânia no plano para esconder o corpo do menino. Mesmo sem ter sido indiciado pelos delegados do caso, Evandro já foi denunciado pelo Ministério Público e virou réu na esfera judicial. O carro dele foi visto perto do local da cova onde o corpo de Bernardo foi localizado, no início de abril.

As audiências de instrução devem ocorrer a partir de julho para que os envolvidos sejam julgados em até um ano. Bernardo teve o corpo encontrado em 14 de abril, dez dias depois de ter desaparecido, em Três Passos. A polícia apurou que o menino foi sedado e assassinado com uma injeção letal de Midazolan porque era considerado um estorvo para o relacionamento entre o pai e a madrasta, além de ser herdeiro direto de parte dos bens dos pais. Três anos antes, a mãe de Bernardo cometeu suicídio. A avó do menino, que mora em Santa Maria, tentou assumir a guarda da criança, mas a decisão não saiu a tempo de evitar a morte do garoto.


Bookmark and Share