Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 28/05/2014
  • 13:50
  • Atualização: 14:01

Preso homem apontado como chefe de quadrilha de desmanche e clonagem de carros

Polícia Civil acredita que grupo roubava uma média de 100 veículos por mês na região Metropolitana de POA

Veículos eram levados para oficina de fachada em São Leopoldo | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Veículos eram levados para oficina de fachada em São Leopoldo | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

Foi preso um homem de 28 anos, apontado como chefe de um esquema de clonagem e desmanche de veículos, durante a operação Mutatio deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, em São Leopoldo, na região Metropolitana. O nome “mutatio” se dá devido aos veículos passarem por uma mutação de ilegais para aspectos de legalidade.

Os policiais do 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo estavam investigando há 30 dias um esquema ilegal de roubo de veículos no Vale do Sinos. Nesse esquema criminoso, veículos eram roubados, na maior parte das vezes a mão armada em Porto Alegre e Novo Hamburgo, bem como em toda região Metropolitana. Foram encontrados veículos com placas de Charqueadas, Dois Irmãos, Curitiba, Ivoti, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. A estimativa da Polícia Civil é de que quadrilha roubava uma média de 100 carros por mês.

Os crimes acorriam durante a noite e os veículos eram levados para uma grande oficina de fachada em São Leopoldo, onde ficavam para “esfriar”. Uma das estratégias da quadrilha era receber os carros roubados e prepará-los para serem vendidos em outros estados, principalmente no Paraná. Depois os carros eram preparados com placas clonadas e documentação falsa e, por fim, transportados de caminhão cegonha para o destino final. Em uma segunda estratégia, os criminosos recebiam os veículos e desmanchavam para revender as peças em desmanches de São Leopoldo.

No depósito, uma grande oficina mecânica de fachada, havia uma lona adesiva que separava uma parte do depósito para que não ficasse à vista da população. Dentro desta parte, ficava uma espécie e câmara com isolamento acústico. Neste local os veículos eram desmanchados ou clonados durante a madrugada.

O coordenador da operação, delegado Mario Souza, afirma “que se tratava de um esquema bem articulado e montado tendo inclusive um local oculto para a realização dos crimes, onde desmanchavam e clonavam os veículos”. O Delegado ainda salienta que foram encontrados dezenas de rastreadores veiculares provavelmente retirados de outros veículos roubados.

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