Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 29/05/2014
  • 16:32
  • Atualização: 16:39

Câmara contabiliza falta de 50 mil placas em Porto Alegre

Comissão busca soluções para deficiências de sinalização das ruas da Capital

Vandalismo também prejudica sinalização na Capital | Foto: Arthur Puls/CP Memória

Vandalismo também prejudica sinalização na Capital | Foto: Arthur Puls/CP Memória

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  • Correio do Povo

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre indicou, em encontro da comissão especial que analisa a sinalização viária, que faltam cerca de 50 mil placas de identificação nas ruas da Capital. O presidente da comissão, vereador Bernardino Vendruscolo (PROS), abriu a reunião questionando a demora das licitações. “Quando propusemos a instalação dos trabalhos, queríamos agilizar o processo de identificação e sinalização na cidade”, disse, revelando a intenção de pedir o desmembramento da licitação para que privilegiasse a identificação das ruas e, em outra etapa, dos bairros e locais de referência.

O vereador João Carlos Nedel (PP) elencou o número de 50 mil placas ausentes e lembrou de uma lei que não é utilizada: ”O morador pode colocar uma placa na esquina da sua casa e descontar no IPTU ou ser ressarcido pela prefeitura, mas poucos sabem que essa lei existe”, disse.

Para o presidente do Sindicato dos Taxistas (Sintaxi), a colocação de placas na fachada das casas prejudica a visão dos motoristas. Luiz Nozari afirmou que, muitas vezes, elas ficam encobertas por vegetações ou cercados. Por isso, defende que sejam colocadas nas esquinas, junto ao meio-fio.

O presidente da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi de Porto Alegre (Aspertaxi), Valter Barcellos, relatou que as definições sempre esbarram na limitação da prefeitura. Ele reclamou da falta de iniciativa por parte do município nessas questões.

Segundo Paulo Loge, da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), o assunto que envolve o mobiliário é complexo porque passa pela legislação e entra na viabilidade técnica e financeira para se colocar na rua. "Tentamos adaptar a legislação com a possibilidade de que as empresas financiassem os investimentos, mas ainda não há uma decisão porque o projeto perpassa por várias setores e secretarias”, explicou. Em troca, as empresas explorariam publicidade e manteriam as placas.

Já o coronel Léo Bulling, supervisor de Praças, Parques e Jardins da Secretaria do Meio Ambiente do Município (Smam), lembrou que as bancas de revistas e chaveiros também fazem fazem parte do mobiliário urbano, bem como as paradas de ônibus. Recordou que, em 2008, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) para resolver essas questões, mas que é um processo demorado por envolver muitos setores, o que atrasa a tramitação. Outro problema justificado para a deficiência de sinalização para identificação das ruas é o vandalismo, responsável pela destruição do patrimônio público, incluindo as placas.

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