Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 29/05/2014
  • 18:35
  • Atualização: 18:37

Com servidores em greve, prefeitura de São Leopoldo manda proposta rejeitada à Câmara

Paralisação compromete funcionamento de cinco escolas e parte dos postos de saúde

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

O prefeito de São Leopoldo resolveu encerrar as negociações com os servidores municipais. Aníbal Moacir da Silva vai enviar a proposta de reajuste dos funcionários até a próxima segunda-feira à Câmara de Vereadores do município. O objetivo é de que o projeto ingresse na pauta de votações na próxima semana.

A Prefeitura ofereceu reajuste de 6,62% no salário e aumento de 12% no vale-alimentação. O chefe do Executivo frisou que 55% do orçamento já está comprometido. “Não posso conceder mais. Se formos analisar os municípios da redondeza, os índices são menores. Não posso comprometer o orçamento da cidade”, ressaltou.

Já a proposta encaminhada pelos municipários à Prefeitura prevê 10% de ganho real, mais 8,32% para os professores, conforme o índice de aumento anual no piso da categoria. Os servidores também pediram um plano de compensação financeira pelos dias parados e aumento no vale-refeição.

O prefeito ainda confirmou que o ponto dos funcionários vai ser cortado porque o acordo estabelecido na última semana foi rompido. “Em conversa na semana passada com os sindicatos, resolvemos isentar os professores grevistas e compensar as horas paradas. Agora com o indicativo de greve, não posso manter a promessa”, sustenta.

Cinco escolas estão fechadas no município e alguns postos de saúde funcionaram com equipe reduzida.

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