Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 01/06/2014
  • 16:43

Dilma é cobrada por falta de creche e posto de saúde em evento no RJ

Presidente entregou 564 apartamentos em Manguinhos, na zona Norte do Rio, na tarde deste domingo

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A presidente Dilma Rousseff ouviu cobranças de uma moradora durante a cerimônia de entrega de 564 apartamentos em Manguinhos, na zona norte do Rio, na tarde deste domingo.

Em discurso, Cândida Maria Privado, de 53 anos, representante da comunidade, aproveitou sua participação para pedir à presidente a construção de uma creche e de um posto de saúde no condomínio. "Estou cobrando!", discursou Cândida, que elogiou a obra.

Depois, ela também pediu ajuda financeira aos moradores para a compra de móveis para os novos apartamentos.

Também em discurso, Dilma mencionou a cobrança da moradora: "As Cândidas do Brasil estão de parabéns, porque são elas que levam as coisas para a frente".

As obras na região, que incluem saneamento e urbanização, custaram R$ 683,2 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do governo do Estado. Os apartamentos, anunciados em 2007, consumiram R$ 83 milhões, segundo o governo do estado. No lugar do novo condomínio havia uma fábrica da antiga CCPL, que foi implodida.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, citou a cobrança feita por Cândida, em tom de elogio: "Você está certa em cobrar, porque cobra com educação e carinho".

Dilma exaltou o programa federal Minha Casa Minha Vida e afirmou que "milhões de pessoas não tinham acesso à habitação e ninguém fez nada" antes dos governos do PT. "O governo federal botou a mão no bolso e fez o Minha Casa Minha Vida. Isso aqui é uma prova de como a comunidade junto com o governo mudam a realidade. A minha obrigação é dar oportunidade para os mais pobres. Por isso eu digo que o Brasil mudou" , discursou Dilma.

A presidente tirou fotografias com moradores e seus filhos durante a entrega de chaves, ao lado de Pezão, do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Os apartamentos têm 47,4 metros quadrados, sala e dois quartos. Mangueiras de incêndio ainda não foram instaladas.

Do lado de fora do condomínio, cerca de 150 pessoas protestavam. Havia servidores federais, professores em greve das redes estadual e municipal, integrantes de movimentos sociais e sem-teto. Os acessos ao local da cerimônia foram cercados por fuzileiros navais, soldados do Exército e policiais do Batalhão de Choque, que impediram a passagem de manifestantes. "A Dilma no passado foi presa pelos militares e hoje é protegida por eles", disse no carro de som o professor de história Fabiano Faria, de 40 anos, do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação.

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