Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 03/06/2014
  • 15:52
  • Atualização: 16:07

Cappellari contesta críticas da ATP e prevê novo edital em menos de seis meses

Diretor-presidente da EPTC garantiu que prefeitura não vai abrir mão de proteger usuário em licitação

Vanderlei Cappellari constestou críticas da ATP | Foto: André Ávila

Vanderlei Cappellari constestou críticas da ATP | Foto: André Ávila

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O Diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação EPTC, Vanderlei Cappellari, contestou as críticas feitas pela Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) em relação ao edital de licitação do transporte público. Cappellari também projetou que o novo edital deve ocorrer antes da previsão inicial de seis meses.

“Não vamos abrir mão de ter um edital que proteja o poder público e também o usuário. O prefeito falou em até seis meses, a gente vai avaliar isso. Acho que não (vai demorar tanto) Vamos avaliar, temos dez dias para responder ao Tribunal de Contas. Vamos ter reuniões para ver o que pode ser melhorado. Mas os avanços importantes do edital, esses nós vamos defender. A população pode ficar tranquila”, afirmou em entrevista à Rádio Guaíba.

“Estão colocando coisas que não condizem com o que está inscrito no edital. O equilíbrio tarifário sobre a implementação do ar-condicionado foi planamente divulgado. Em todas as reuniões, a população deixou claro que quer os veículos com ar-condicionado e que isso vai custar mais na tarifa. Não vai ser antes de disponibilizar o serviço que o operador vai ser ressarcido, ele tem que primeiro disponibilizar. Quanto aos questionamentos do BRT não estar concluído nem o edital do metrô, isso também foi debatido”, continuou o diretor–presidente da EPTC.

Questionado sobre a possibilidade de ter havido um cartel para empresas de outros estados não manifestarem interesse, Vanderlei Cappellari disse essa questão vai ser avaliada em segundo plano, mas que a prefeitura pode até mesmo abrir licitação para empresas internacional no caso de ter uma evidência disso.

“Sou do ramo de transporte coletivo há 34 anos e sei que nacionalmente ele é regrado através de associações locais. Eles têm uma união entre eles, são muito bem organizados. Não quero entrar na questão se houve um cartel. Vamos trabalhar para que haja interessados. Tenho certeza que muitas empresas ambicionam o transporte coletivo de Porto Alegre. Se julgarmos que há um cartel, vamos abrir até mesmo uma licitação internacional. Não vamos ficar restritos. Isso vai ser para uma discussão posterior. Primeiro vamos avaliar o que aconteceu em relação à discussão da manhã”, encerrou

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