Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 03/06/2014
  • 19:21
  • Atualização: 19:27

Ministro reconhece que acordo com PF "descontamina clima" para a Copa

Categoria fazia reivindicações e ameaçava com parada durante o Mundial

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  • Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta terça-feira que o reajuste de 15,8% a ser concedido à Polícia Federal (PF), após acordo fechado com a categoria, é resultado de uma longa negociação e não deve gerar protestos de outros setores que também reivindicam aumento salarial às vésperas da Copa do Mundo. Apesar de citar o longo processo de negociação, o ministro admitiu que o reajuste ajuda a “descontaminar o clima no Mundial”.

Nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso Nacional projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 para incorporar o reajuste de 15,8% para escrivães, agentes e papiloscopistas da PF. De acordo com o Ministério do Planejamento, a Federação Nacional dos Policiais Federais assinou termo de acordo que prevê a aplicação de reajuste, que será pago até janeiro de 2015.

Desde o início de fevereiro, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal em todo o país estavam em indicativo de greve e fizeram manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Representantes da categoria não descartavam intensificar os protestos durante a Copa.

Em maio, a ministra Assusete Magalhães, do Superior Tribunal Justiça (STJ), proibiu servidores da PF de entrar em greve. Ela entendeu que os policias federais têm direito de reivindicar melhorias salariais, mas não podem interromper os serviços essenciais prestados. A decisão foi motivada por uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU) para garantir a atuação da Polícia Federal às vésperas da Copa do Mundo.


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