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04/06/2014 16:57 - Atualizado em 04/06/2014 17:01

Bashar al-Assad é reeleito com 88,7% dos votos, indica parlamento sírio

Presidente vai para seu terceiro mandato de sete anos

EUA dizem que as eleições foram fictícias<br /><b>Crédito: </b> Joseph Eid / AFP / CP
EUA dizem que as eleições foram fictícias
Crédito: Joseph Eid / AFP / CP
EUA dizem que as eleições foram fictícias
Crédito: Joseph Eid / AFP / CP

O presidente sírio Bashar al-Assad foi reeleito para um mandato de sete anos com 88,7% dos votos, segundo anúncio nesta quarta-feira do presidente do parlamento, em uma eleição classificada de "farsa" pela oposição e pelos países ocidentais.

Os outros dois candidatos, Hassan al Nuri e Maher al Hajar, dois desconhecidos, obtiveram, respectivamente, 4,3% e 3,2% dos votos.

Esta vitória certamente estimulará Assad a intensificar seu combate contra a rebelião, após três anos de guerra civil.
A oposição e seus aliados ocidentais denunciaram as eleições, organizadas apenas nas regiões sob controle do regime de Assad.

As eleições foram fictícias, afirmou o secretário de Estado americano John Kerry ao chegar a Beirute, em uma visita inesperada.

Anteriormente, seu governo havia classificado as eleições de vergonha, enquanto a França as chamava de farsa.

Os resultados definitivos serão divulgados a princípio na noite de quinta-feira, mas a imprensa oficial já anunciava uma
participação muito elevada e uma vitória de Assad, de 48 anos, que busca um terceiro mandato de sete anos.

Segundo o Al-Watan, próximo ao poder, a taxa de participação se situa entre 70% e 80% em sete das 14 governações do país, assolado por mais de três anos de guerra.

"O candidato Bashar al-Assad se dirige à vitória (...) devido ao grande número de pessoas que votaram (por ele)", afirmou o jornal.

Assad enfrentava dois rivais, Hassan al-Nouri e Maher al-Hajjar, dois desconhecidos.

"Frente ao complô, o povo escolheu reconduzir seus líderes para restabelecer a segurança, lutar contra o terrorismo e reconstruir o país", afirmou o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Muallem, citado pela imprensa.

O regime de Assad nunca reconheceu o movimento de protesto lançado em março de 2011 e que, violentamente reprimido, se transformou em rebelião armada classificada de terrorista pelo poder.

Forte participação Apesar da guerra que deixou mais de 162.000 mortos, parte da população segue apoiando Assad.
"Milhares de sírios foram votar desafiando o terrorismo e os carros-bomba para afirmar a legalidade de um novo mandato de Bashar al-Assad que durará até 2021", escreveu também o Al-Watan.

"Os colégios eleitorais foram tomados de assalto. Isto reflete o alto grau de responsabilidade em relação aos desafios da guerra terrorista contra a qual lutam na Síria", afirmou o jornal oficial As Saura.

Os jornalistas da AFP também observaram uma participação importante e a votação se prolongou por cinco horas "devido à afluência de eleitores", segundo as autoridades.

No entanto, as ruas estavam quase desertas em Damasco no dia da eleição, devido à queda de muitos obuses disparados pelos rebeldes.

"Mais de 130 obuses de morteiros caíram na terça-feira sobre Damasco e em seus arredores nas mãos do regime", matando três pessoas, indicou o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rhamane.
Em Aleppo, nas zonas sob controle do regime, foram registrados 19 mortos.

"Tomamos medidas militares secretas para impedir que os terroristas coloquem obstáculos no processo eleitoral. Concentraram suas ações em Damasco e Aleppo, mas ao votar em massa o povo marchou contra o terrorismo e contra os que o apoiam", afirmou à AFP um funcionário militar de alto escalão.

Como o dia das eleições não era feriado, muitos funcionários do serviço público votaram em seu gabinete.

A eleição foi realizada nos setores controlados pelo regime, em torno de 40% do território onde vive 60% da população.
A presidência síria agradeceu em um comunicado a "todos os sírios que participaram maciçamente da eleição".

O Ocidente, que apoia a oposição síria moderada, denunciou a realização de eleições em um país em guerra, e o OSDH afirmou que o regime forçou os cidadãos a votar, ameaçando-os com a prisão.

Kerry, em sua visita a Beirute, pediu que Rússia, Irã e o movimento islamita Hezbollah ajudem a levar a paz ao país.
A União Europeia (UE) considerou as eleições ilegítimas e convocou a encontrar uma solução para o horrível conflito que provocou o deslocamento de nove milhões de sírios.

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Fonte: AFP






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