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04/06/2014 18:41

Justiça dá prazo para MST e MAB desocuparem terras de advogado

Quarenta famílias dos movimentos estão acampados na área de 300 hectares no interior de Passo Fundo

O juiz da 5ª Vara Cível da comarca de Passo Fundo, Clóvis Guimarães de Souza, concedeu prazo até o dia 19 próximo para que integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) desocupem voluntariamente uma área de terra pertencente ao advogado Maurício Dal Agnol. As cerca de 40 famílias dos dois movimentos estão acampados na área de 300 hectares, na localidade de Santo Antão, interior de Passo Fundo, desde o dia 29 de abril.

As famílias foram intimadas a deixarem a área voluntariamente sob pena de despejo na última sexta-feira. Neste mesmo dia, a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado revogou liminarmente a prisão preventiva e concedeu um salvo-conduto de 30 dias ao advogado Maurício Dal Agnol, que se encontrava foragido, acusado de liderar uma quadrilha que teria desviado mais de R$ 100 milhões de clientes em ações contra empresa de telefonia.

O pedido de reintegração de posse havia sido solicitado por um arrendatário da área. Os integrantes do MST e do MAB já ingressaram com recurso no Tribunal de Justiça do Estado buscando derrubar a reintegração de posse concedida pela 5ª Vara Cível de Passo Fundo, mas ainda não houve decisão. Os acampados reivindicam a desapropriação da área e que o dinheiro da indenização seja utilizado para pagar as vítimas lesadas pelo advogado.

Apesar do salvo-conduto estar em vigor deste a última sexta-feira, o advogado Maurício Dal Agnol ainda não se apresentou ao juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo, onde tramita o processo em que é réu. Ele não é visto na cidade desde o dia 21 de abril, quando a Polícia Federal desbaratou, durante a Operação Carmelina, a quadrilha que teria lesado mais de 30 mil pessoas no Estado.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha liderada por Maurício Dal Agnol desviava recursos de clientes, que venceram ações contra empresa de telefonia. A Operação foi batizada de Carmelina em homenagem a uma senhora que morreu de câncer sem receber os valores, que tinha direito depois de vencer uma ação impetrada pelo escritório de Dal Agnol contra uma operadora de telefonia.

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Fonte: Acácio Silva / Correio do Povo






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