Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 04/06/2014
  • 21:59
  • Atualização: 22:28

Separação da Brigada Militar agrada Bombeiros

Aprovada pela Assembleia Legislativa, desmembramento deve ocorrer até julho de 2016

Separação da Brigada Militar agrada Bombeiros  | Foto: Joao Vilnei / Especial CP

Separação da Brigada Militar agrada Bombeiros | Foto: Joao Vilnei / Especial CP

  • Comentários
  • Cíntia Marchi / Correio do Povo

A proposta de separação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, aprovada em primeiro turno na Assembleia Legislativa na terça-feira, repercutiu positivamente na corporação. O desmembramento se dará ao longo de dois anos até 2 de julho de 2016, e neste período o comando da instituição desenvolverá uma série de ações para efetivar o processo de emancipação. “Este prazo será importante porque temos uma grande estrutura organizacional, bem como de patrimônio que não é possível transferir de uma hora para outra”, diz o comandante dos Bombeiros, coronel Eviltom Pereira Diaz. Atualmente, a corporação conta com 2,6 mil homens.

Se a proposta passar no segundo turno, no dia 2 de julho, o governador Tarso Genro nomeará o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militares e uma equipe de transição. “Este grupo terá até 120 dias para apresentar o detalhamento de como será a separação”, revela. “Não temos os mesmos objetivos da Polícia ostensiva e, ao contarmos com estrutura própria, poderemos nos focar no trabalho de prevenção, combate a incêndio, ações de defesa civil e busca e salvamento.”

O coordenador do núcleo de oficiais bombeiros da Associação dos Oficiais da BM (AsofBM), major Rodrigo Dutra, lembra que haverá um interstício de três sessões para a votação em 2º turno, mas, salienta, não deverá ocorrer problemas para a aprovação pelos deputados. “No primeiro turno, foi unânime a aprovação da PEC.”

O major afirma existir um clima de satisfação e de esperança entre o efetivo. Tanto que na terça, quando foi aprovada a proposta, os presentes começaram a cantar o hino do RS, sendo seguidos por deputados. “Demonstramos ter esperança em nós mesmos”, salienta. “Nunca estivemos tão unidos e, com certeza, estamos escrevendo mais uma página na história.”

Bookmark and Share