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05/06/2014 00:47 - Atualizado em 05/06/2014 00:55

Eduardo Campos culpa governo por boatos do Bolsa Família

Candidato do PSB à presidência qualificou de "terrorismo eleitoral" espalhar que acabará com o benefício

<br /><b>Crédito: </b> Samuel Maciel

Crédito: Samuel Maciel

Crédito: Samuel Maciel

Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) disse, nesta quarta-feira em Porto Alegre, que condena o que qualifica de terrorismo eleitoral que estaria sendo feito por militantes e o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele garantiu que dará seguimento aos projetos sociais desenvolvidos pelo atual governo. “Esses programas não podem ser base de chantagem política que há em curso no Brasil. Em alguns estados, setores de sustentação da base da presidente Dilma ficam difundindo em sindicatos e na portas dos bancos, no dia do pagamento do Bolsa Família, que esses programas serão extintos se ela não for reeleita. Condeno o terrorismo eleitoral que tem sido feito por esses setores, disseminando o medo nos beneficiários”, declarou em entrevista coletiva.

Campos cumpriu uma extensa agenda no Estado. Pela manhã, visitou a Reviver Comunidade Terapêutica Pública, em Cachoeirinha, conversando com cerca de 20 internados adictos por dependência química. Depois, seguiu para um almoço do diretório do PSB do município. À tarde, o pré-candidato se reuniu com lideranças da coligação na sede do PMDB, em Porto Alegre, e visitou o Complexo Hospitalar Santa Casa. Campos ainda participou de bate-papo com alunos de uma escola de ensino médio no Centro da Capital. A última atividade do ex-governador de Pernambuco no RS foi um ato político durante a festa de aniversário do deputado Alceu Moreira (PMDB).

Campos comparou o governo Dilma, do qual seu partido fez parte até setembro de 2013, com um aluno que vai mal na escola. “Você, como professor, até gosta dele, mas chega na hora da prova ele não estudou e não completa todas as questões. Mesmo gostando dele, você tem que dar a nota que ele merece até para ele aprender o que fez de errado”, afirmou.

Sobre as questões regionais, Campos acredita que a situação fiscal do Estado é extremamente preocupante. “O Rio Grande do Sul tem uma situação que precisa ser discutida com o governo federal, que é a questão das contas públicas, que se encontra literalmente esgotada do posto de vista fiscal. E o Brasil precisa encontrar uma saída para que os serviços públicos não entrem em colapso. O baixo nível de investimento continuado não pode levar a infraestrutura construída ao longo de décadas a uma situação de degradação”, alertou. A saída, segundo ele, passaria pelo aumento da capacidade de competitividade do setor primário.


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Fonte: Iuri Ramos/Correio do Povo






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