Correio do Povo

Porto Alegre, 21 de Setembro de 2014


Porto Alegre
Agora
15ºC
Amanhã
11º 19º


Faça sua Busca


Notícias > Internacional

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

05/06/2014 21:50 - Atualizado em 05/06/2014 21:52

G7 pressiona Putin para solucionar crise na Ucrânia

Presidente russo viajou para se encontrar com líderes em Paris, pois não pode participar do encontro em Bruxelas

Putin foi impedido de ir ao encontro do G7 na Alemanha<br /><b>Crédito: </b> Ria Novosti / Alexei Nikolsky
Putin foi impedido de ir ao encontro do G7 na Alemanha
Crédito: Ria Novosti / Alexei Nikolsky
Putin foi impedido de ir ao encontro do G7 na Alemanha
Crédito: Ria Novosti / Alexei Nikolsky

Os líderes do G7 demonstraram nesta quinta-feira unidade e seu apoio à Ucrânia antes das várias reuniões bilaterais com o presidente russo, Vladimir Putin, em Paris, para exigir a desativação da crise ucraniana.

Putin não pode participar do encontro em Bruxelas por "desestabilizar" a Ucrânia, como acertaram os líderes de Estados Unidos, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Japão, Canadá e Itália.

O presidente russo viajou diretamente a Paris para participar das comemorações do Desembarque Aliado na Normandia, há 70 anos.

Em um primeiro encontro na capital francesa, com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o líder russo ouviu que é "inaceitável" o status quo da tensão militar com Kiev, segundo declarações do próprio premier à BBC.

"A Rússia deve reconhecer formalmente e trabalhar com o novo presidente" ucraniano, Petro Poroshenko, declarou Cameron.

As imagens da TV de parte do encontro mostraram um Putin tenso e Cameron muito sério. Em seguida, Putin se encontrou com seu anfitrião, o presidente francês, François Hollande, que ofereceu ao líder russo um jantar, cujo prato principal foi "a crise na Ucrânia".

Hollande conversou "sobre a possibilidade de Putin e Poroschenko acertarem as condições para se deter a escalada na Ucrânia, o que poderia acontecer nos próximos dias", disse uma fonte ligada ao líder francês, que citou a posse do novo presidente, no sábado, em Kiev.

Putin deve se reunir ainda com o presidente americano, Barack Obama, e com a chanceler alemã, Angela Merkel.

"Não tenho dúvidas de que verei Putin", afirmou Obama nesta quinta-feira. "Se eu tiver oportunidade de falar com ele, transmitirei a mesma mensagem do início da crise", acrescentou.

"O G7 se mantém unido na resposta à Rússia", declarou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que participou da reunião do G7.

"A anexação ilegal da Crimeia pela Rússia e as ações destinadas a desestabilizar o leste da Ucrânia são inaceitáveis e devem cessar", expressaram ao final do encontro os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália e Japão.

O G7 também insta Putin a retirar suas tropas da fronteira com a Ucrânia, a cessar o "apoio" aos separatistas, a cooperar com o presidente eleito ucraniano e a alcançar um acordo sobre o abastecimento de gás à ex-república soviética.

Caso estas "condições" não sejam cumpridas, o G7 está disposto a "implementar sanções que imponham maior custo à Rússia, dependendo dos acontecimentos".

"A Rússia deve aproveitar esta oportunidade, lançar um diálogo com o governo ucraniano e convencer (os separatistas) a pararem com a violência e a deixarem suas armas", disse o presidente americano Barack Obama em uma coletiva de imprensa.

"Veremos o que Putin fará nas próximas duas, três, quatro semanas", afirmou. Mas "caso as provocações russas continuem, está claro, com as discussões que tivemos aqui, que os países do G7 estão dispostos a impôr custos adicionais à Rússia por meio de sanções, advertiu.

Se a Rússia não cumprir as condições enumeradas pelo G7, os líderes voltarão a se reunir para avaliar os passos seguintes, ressaltou Merkel.

Já David Cameron pediu ao presidente russo Vladimir Putin que reconheça formalmente e trabalhe com o novo presidente ucraniano.

"É preciso impedir a entrada de armas e de homens na Ucrânia através da fronteira", declarou também o premiê falando à BBC.


Fonte: AFP






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.