Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 06/06/2014
  • 13:36
  • Atualização: 15:01

Contratualização do Hospital Restinga é assinada nesta sexta

Inauguração da casa de saúde está marcada para o dia 1º de julho

Contratualização do Hospital Restinga é assinada nesta sexta | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / Divulgação / CP

Contratualização do Hospital Restinga é assinada nesta sexta | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / Divulgação / CP

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  • Marco Aurélio Ruas / Correio do Povo

A contratualização para gestão e prestação de serviços assistenciais da primeira fase de operações do Complexo Hospitalar Restinga e Extremo-Sul ocorreu na manhã desta sexta-feira, no Hospital Moinhos de Vento. A assinatura foi realizada pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, o secretário de Saúde da Capital, Carlos Henrique Casartelli, a secretária de Saúde do Estado, Sandra Fagundes, e representantes do Hospital Moinhos de Vento.

O próximo passo será a efetivação das contratações de funcionários e ajustes finais na estrutura operacional, que devem ocorrer dentro de 30 dias. Segundo o contrato, a administração do hospital será feita pelo Moinhos de Vento, com os custos operacionais mensais, de R$ 4,6 milhões, sendo arcados entre a União (50%), o Estado (24%) e o Município (26%).

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Segundo o prefeito, a inauguração do hospital acontecerá no mesmo dia em que começará a realizar atendimentos - no dia 1º de julho. “O hospital está pronto. Não houve nenhuma mudança de calendário. O que acontece é que, à pedido da presidente Dilma, o hospital será inaugurado quando tiver gente trabalhando, no dia 1º de julho”, revela.

De acordo com a secretária Sandra Fagundes, a entrega do hospital é um momento histórico na saúde do país, que rompe paradigmas. “Este projeto mostrou que é possível a parceria entre o setor público e o privado. Também está comprovado que saúde é investimento, através dos empregos que estão sendo criados para a população da Restinga”, ressalta.

Nos últimos cinco anos, a Escola de Gestão em Saúde, que utiliza temporariamente as instalações do Hospital Moinhos de Vento, capacitou 619 moradores da região da Restinga e Extremo-Sul. Capacitados como camareiras, técnicos de enfermagem, auxiliares e técnicos em saúde bucal e auxiliares de alimentação, 79 alunos da região irão trabalhar na nova instituição.

A importância do atendimento que será realizado, em parte, por servidores que moram na comunidade, também foi salientada pelo secretário Casartelli. “Além de criar empregos, a ação faz com que o atendimento do hospital venha a ser mais humanizado e caloroso”, frisa.

O complexo funcionará 24h por dia e atenderá pacientes adultos e pediátricos do Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 110 mil habitantes devem ser beneficiados entre a região da Restinga e do Extremo-Sul da capital gaúcha. O superintendente Executivo do Hospital Moinhos de Vento, Fernando Andreatta Torelly, revelou que o Complexo Hospitalar irá fazer parte de um Sistema Regional de Saúde, que já conta com três Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 18 equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) – seis sob a gestão do Hospital Moinhos de Vento. “Hoje, essas unidades resolvem nove em cada dez casos que chegam para atendimento. Apenas em um é verificada a necessidades de atendimento especializado”, revela.

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