Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 06/06/2014
  • 21:45
  • Atualização: 23:02

Opositor foge da Venezuela para denunciar violações dos direitos humanos

Carlos Vecchio denunciou para a ONU a prisão de 3 mil venezuelanos

 | Foto: Caracas (AFP)

| Foto: Caracas (AFP)

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  • AFP

O líder opositor Carlos Vecchio, procurado pela Justiça da Venezuela desde 27 de fevereiro passado sob a acusação de incitar à violência, fugiu do país para denunciar as violações dos direitos humanos praticadas pelo governo do presidente Nicolás Maduro.

"Quando Leopoldo (López) decidiu se entregar às autoridades e ser o símbolo da resistência, precisávamos de alguém que do exílio e na condição de perseguido político revelasse aos organismos internacionais a realidade da Venezuela, e Carlos (Vecchio) aceitou fazê-lo", explicou Freddy Guevara, porta-voz do partido Vontade Popular. O líder da Vontade Popular, Leopoldo López, foi preso no dia 18 de fevereiro e será julgado por incitar à violência durante os protestos iniciados na Venezuela há quatro meses e que já deixaram 42 mortos e mais de 800 feridos.

Guevara destacou que a missão de Vecchio responde "a uma decisão política do partido" e foi iniciada na quinta-feira com uma visita ao escritório do Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU em Nova York, onde denunciou a prisão de 3 mil venezuelanos durantes os protestos e vários casos de tortura e perseguição contra estudantes. A Vontade Popular convocou protestos nas principais cidades da Venezuela para o próximo domingo em apoio a López e aos estudantes presos.  

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