Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 08/06/2014
  • 12:56
  • Atualização: 13:20

Denarc faz maior apreensão de ecstasy em 18 anos

Quase mil comprimidos da droga foram localizados em Novo Hamburgo

Denarc faz maior apreensão de ecstasy em 18 anos | Foto: Ellen Dick / Divulgação Polícia Civil / CP

Denarc faz maior apreensão de ecstasy em 18 anos | Foto: Ellen Dick / Divulgação Polícia Civil / CP

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  • Correio do Povo

O Delegacia de Investigações do Narcotráfico (Denarc) fez a maior apreensão de ecstasy dos últimos 18 anos em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A operação “Sem Bala na Copa” foi realizada na sexta-feira e os agentes da 4ª delegacia do Denarc localizaram 916 comprimidos da droga, além de LSD, maconha, cocaína, dinheiro, arma e um carro.
O delegado Cleomar Marangoni, que iniciou as investigações há um mês, só divulgou o resultado ontem. Ele prendeu em flagrante o dono de um estacionamento de 38 anos na avenida Frederico Linck, Bairro Ouro Branco. Parte do entorpecente estava escondida no forro do escritório e o restante, dentro de um armário, no quarto da residência do suspeito de tráfico.

Os 916 comprimidos de ecstasy apreendidos eram apresentados nas cores laranja, bege, rosa e vermelha. A quantidade de maconha pesava 32 gramas. A policia também encontrou duas porções de cocaína, totalizando 4,90 gramas, uma cartela com 25 pontos de LSD (igual a 100 doses), uma pistola, calibre 6.35, munição do mesmo calibre, R$ 1.225,00, anotações da comercialização do tráfico e um carro Renault/Megane.

Marangoni explicou que o ecstasy normalmente vem do Leste Europeu e é encontrado em Santa Catarina. Os traficantes gaúchos buscam os comprimidos para comercializá-los no Rio Grande do Sul. “No início de abril de 2009, eu trabalhava como titular da 3ªDIN do Denarc, ocasião em que apreendemos mais de 800 comprimidos de ecstasy no bairro Cidade Baixa, de Porto Alegre. Na época, foi a maior apreensão da Polícia Civil no Estado”, contou o delegado.

O diretor da Dinarc, Cléber dos Santos Lima, afirmou que as 1ª, 2ª,3ª e 4ªDINs do Denarc estão atentas à circulação desse tipo de droga. Equipes foram destacadas para atuar em eventos durante a Copa do Mundo e limitar os traficantes. A possível comercialização de drogas sintéticas em festas públicas já é investigada. “Tínhamos informações que as conhecidas “balas” seriam oferecidas a estrangeiros e pessoas do país, em eventos não oficiais, mas, indiretamente, vinculados a Copa do Mundo”, explicou o diretor do Denarc, Marcelo Moreira.

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