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09/06/2014 20:37

AES Sul culpa mau tempo por apagões em CPI da Energia Elétrica

Empresa garante ter incrementado investimento nas regiões atendidas no Estado

O diretor-geral da concessionária AES Sul, Antonio Carlos de Oliveira, afirmou nesta segunda-feira na CPI da Energia Elétrica na Assembleia Legislativa que, desde 2012, a empresa passou a incrementar investimentos prevendo o aumento crescente da demanda. Nos últimos dez anos, foram aplicados R$ 2,5 bilhões e a projeção é de mais de R$ 1 bilhão entre 2014 e 2018. O dirigente também garantiu que os clientes da empresa tiveram aumento de 17% nas contas de luz e não de 30%, já que as tarifas haviam deflacionado em 9% e ainda tiveram o impacto do aumento dos custos de impostos e da energia.

Na área de call-centers, explicou, são 500 atendentes da AES Sul. As reclamações de falta de energia também podem encaminhadas por outros meios, como Internet e mensagens telefônicas, complementou Oliveira. Em 2013, foram 792 mil torpedos informando queda de energia.

Um laudo da Metsul Meteorologia foi apresentado para justificar a interferência dos fatores climáticos na qualidade do serviço. O documento apontou interferência maior de fenômenos da natureza em território gaúcho, desde 2009. “Só para se ter uma ideia, entre 2011 e este ano, foram estabelecidos 215 decretos de emergência em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Neste ano, vivemos uma experiência que nunca havíamos tido. Em Novo Hamburgo, foram 14 temporais em 28 dias, além de temperaturas que ultrapassaram os 42ºC”, revelou Oliveira.

O presidente da CPI, Lucas Redecker, do PSDB, não aceitou a justificativa e defendeu que os investimentos sejam suficientes para superar intempéries climáticas. “Com a tecnologia de hoje podemos até prever o tempo e adotar ações preventivas. O que não se pode é abandonar um planejamento de investimentos, deixando à deriva milhares de clientes domiciliares e comerciais, além de uma matriz produtiva por causa de dias de chuva ou calor”, disparou o tucano.

PT volta a participar da CPI

Depois de participar apenas das duas sessões iniciais da CPI, o PT, através do deputado Nelsinho Metalúrgico, voltou a participar do inquérito parlamentar. Ele tentou evitar o depoimento de representantes do Tribunal de Contas (TCE) e do Ministério Público de Contas (MPC). O deputado Frederico Antunes, do PP, autor do convite, revelou que os órgãos confirmaram que o governo não criou uma conta específica para o depósito de R$ 1,3 bilhão para o pagamento de ex-autárquicos da CEEE, mantendo o fluxo no Caixa Único do Estado. O parlamentar progressista promete, agora, encaminhar a denúncia ao Ministério Público Estadual.

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Fonte: Voltaire Porto / Rádio Guaíba






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