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10/06/2014 10:08 - Atualizado em 10/06/2014 10:59

Agrônomo é condenado a oito anos de prisão por crime de trânsito

Motorista foi responsável pela morte de dois jovens em 2006, em Passo Fundo

O agrônomo Cassiano Ricardo Sartoretto, 31 anos, foi condenado nessa segunda-feira pelo Tribunal do Júri da comarca de Passo Fundo, a oito anos de reclusão no regime inicial semiaberto por duplo homicídio doloso de trânsito. A sessão de julgamento começou às 9h e se prolongou até por volta das 20h20min, quando o presidente do Tribunal do Júri, juiz Maurício Ramires leu a sentença.

O réu respondia pelas mortes dos jovens João Pedro Ribas Lara, 17 anos, e Felipe Sichelero Pinheiro, 19 anos. O acidente ocorreu na madrugada do dia 19 de fevereiro de 2006, no quilômetro 122 da ERS 324, próximo a entrada para São Miguel. As vítimas haviam saído de uma casa noturna naquela região da cidade e, logo adiante, Felipe Sichelero Pinheiro parou o Gol onde estavam no acostamento por falta de combustível.

Em seguida, o agrônomo que também havia saído da casa noturna bateu com uma Nissan Frontier na traseira do Gol. Com a violência do impacto, os dois jovens morreram na hora. Na ocasião, Cassiano Ricardo Sartoretto foi submetido a exame clínico com os médicos confirmando o estado de embriaguez. Com isso, ele foi preso em flagrante, mas depois de alguns dias no presídio foi liberado e aguardava julgamento em liberdade. O réu foi indiciado pela polícia e depois denunciado pela Justiça por duplo homicídio doloso.

Acusação defende tese de homicídio doloso

A acusação feita pelo promotor de Justiça Diego Mendes de Lima e o assistente da acusação, advogado Jabs Paim Bandeira defenderam a tese do homicídio doloso pelo fato de réu estar dirigindo em alta velocidade e embriagado, assumindo o risco de provocar o acidente com morte. O advogado de defesa, Osmar Teixeira defendeu a tese de que foi um acidente de trânsito. Segundo ele, apesar de ter sido um fato trágico, não houve o dolo, ou seja, a intenção de matar. Por isso, Osmar Teixeira defendia a desclassificação do crime para homicídio de trânsito culposo.

O corpo de jurado, formado por sete mulheres, por 4 votos a 3, acatou a tesa da acusação reconhecendo o dolo eventual. Com isso, o agrônomo foi condenado a oito anos de reclusão, mas pode apelar em liberdade. O advogado Osmar Teixeira classificou a decisão do Júri de absurda e adiantou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça do Estado para reverter a decisão.


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Fonte: Acácio Silva / Correio do Povo






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