Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 10/06/2014
  • 21:44
  • Atualização: 21:59

Dilma dispara contra "pessimistas" em discurso sobre a Copa

Presidente rechaçou críticas aos setores de energia, educação e saúde em rede nacional

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  • Agência Brasil

A dois dias da abertura da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff usou o Mundial como tema do seu pronunciamento em rede nacional de rádio e TV. Ela destacou a confiança  do povo brasileiro confia na Seleção e defendeu a liberdade de manifestação sem radicalismos, antes de desejar boas vindas aos turistas estrangeiros.  Ela rechaçou as críticas aos investimentos no torneio em detrimento à saúde e educação, salientando os aportes financeiros nos dois setores. "No jogo que começa agora, os pessimistas entram perdendo", pontuou.

"Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos. Praticamente dobramos a capacidade dos nossos aeroportos", enfatizou a presidente. Ela também foi taxativa sobre as questões da energia elétrica. "Quero garantir a vocês: não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela.

Dirigindo-se aos jogadores que defenderão o Brasil pelas próximas cinco semanas, e também à comissão técnica, a presidente disse que a Seleção Brasileira de Futebol representa a nacionalidade e está acima de governos, de partidos e interesses de qualquer grupo. “Debaixo da camisa verde-amarela, vocês materializam um poderoso patrimônio do povo brasileiro”.

Para a presidente, devido a essa relevância, um dos legados desta Copa deve ser a modernização da estrutura do futebol e das “relações que regem nosso esporte”. “O Brasil precisa retribuir a vocês, e a todos os desportistas, tudo o que vocês têm feito por nosso povo e por nosso país”, declarou. Dilma não chegou a descrever, no entanto, como será feita essa modernização.

A presidente salientou que o Brasil desfruta de absoluta liberdade e convive com manifestações populares e reivindicações, condições que, segundo ela, aperfeiçoam cada vez mais as instituições democráticas. “Instituições que nos respaldam tanto para garantir a liberdade de manifestação como para coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie”, completou, em referência à possibilidade de manifestações violentas e que impeçam o direito da “imensa maioria” dos brasileiros e dos visitantes que querem assistir aos jogos da Copa.

Dilma aproveitou o pronunciamento para dizer que, assim como a seleção brasileira foi bem recebida nos países em todas as Copas, o brasileiro deve retribuir a “generosidade”, recebendo “calorosamente quem nos visita”. “Tenho certeza de que, nas 12 cidades-sede, os visitantes irão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro, e se impressionar com um país cheio de belezas naturais e que luta, dia a dia, para se tornar menos desigual”, pediu a presidenta.


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