Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 10/06/2014
  • 22:09
  • Atualização: 22:28

Obama pede exame de consciência nacional sobre violência com armas

Presidente dos EUA se disse frustrado com a demora na reforma da lei de armas

Obama pede exame de consciência nacional sobre violência com armas | Foto: Alex Wong / AFP / CP

Obama pede exame de consciência nacional sobre violência com armas | Foto: Alex Wong / AFP / CP

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  • AFP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira um exame de consciência nacional diante da violência pelo uso de armas de fogo e advertiu que os tiroteios em massa ultrapassaram os limites que um país desenvolvido pode tolerar. "O país precisa fazer um exame de consciência sobre isso. Está se tornando regra, e consideramos essas coisas normais de uma maneira que me aterrorizam como pai", disse Obama.

Obama manifestou sua frustração e incredulidade com a ausência de vontade do Congresso para aprovar a reforma na lei de armas, mesmo com a sucessão de tiroteios, com vários mortos, que vem acontecendo no país. "Somos o único país desenvolvido no mundo onde isso acontece, e agora isso acontece uma vez por semana", declarou o presidente na Casa Branca, horas depois de um atirador ter matado um estudante em uma escola do Ensino Médio no estado de Oregon.

"Não há outro lugar assim!", afirmou, acrescentando que os Estados Unidos devem sentir vergonha por ainda não terem aprovado uma reforma na lei de porte de armas. Nesse sentido, Obama destacou que a maior frustração de seu governo é que o Congresso ainda não tenha dado passos básicos para manter as armas fora do alcance de pessoas que possam causar danos.

Obama não teve êxito em sua tentativa de introduzir algumas restrições moderadas para as compras de determinados tipos de armas, após o massacre em uma escola em Newton, no estado de Connecticut (nordeste), em dezembro de 2012. Nesse episódio, 20 crianças e seis adultos foram mortos. O presidente americano considerou que a única maneira de conseguir modificar essa situação é que a opinião pública pressione os congressistas, que hoje se sentem aterrorizados pelo lobby de armas liderado pela Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). 

Obama também questionou o argumento dos defensores das armas de que a onda de tiroteios e assassinatos no país é culpa de psicopatas que não receberam tratamento mental adequado. "Os Estados Unidos não têm o monopólio de gente maluca. Não é o único país que tem psicose, e ainda assim estamos nos matando nesses tiroteios em massa a taxas que são exponencialmente muito mais altas do que em qualquer outro lugar. Qual é a diferença? A diferença é que esses caras podem armazenar um monte de munição em casa", insistiu o presidente.

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