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11/06/2014 13:22 - Atualizado em 11/06/2014 14:00

Funcionamento do ILS 2 só depende da Anac, diz Infraero

Uso de sistema promete melhorar em 30% a visibilidade para pousos por instrumentos no Salgado Filho

Uso de sistema promete melhorar em 30% a visibilidade para pousos por instrumentos em dias de neblina<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Uso de sistema promete melhorar em 30% a visibilidade para pousos por instrumentos em dias de neblina
Crédito: André Ávila
Uso de sistema promete melhorar em 30% a visibilidade para pousos por instrumentos em dias de neblina
Crédito: André Ávila

Apesar de o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, ter divulgado que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) liberaria a operação do equipamento ILS 2 no Aeroporto Internacional Salgado Filho nesta quarta-feira, até o início da tarde, a autorização ainda não havia saído. O órgão federal informou que seguia avaliando o caso, tratado como prioridade. Na tarde desta quanta-feira será realizada uma reunião para definir se a autorização será liberada hoje ou definir uma data para que isto aconteça.

O superintendente do terminal, Wilson Brandt Filho, disse que, da parte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), os documentos estavam todos encaminhados. Procedimentos burocráticos é que estariam impedindo o uso do sistema, que promete melhorar em 30% a visibilidade para pousos por instrumentos em dias de neblina. “Depende da Anac”, ressaltou.

O ILS 2 já está instalado e testado, mas ainda depende de liberação para ser colocado em uso. Enquanto o impasse não se desfaz, os passageiros sofrem com os cancelamentos e os atrasos provocados pelos frequentes fechamentos do Salgado Filho em dias com nevoeiro.

Nesta quanta-feira, por exemplo, foram mais de três horas parado. As operações foram interrompidas às 3h33min. As partidas puderam ocorrer somente a partir das 6h40min. Os pousos por instrumentos passaram a acontecer às 6h56min. A operação visual foi só às 8h30min. Da meia-noite às 12h45in, foram nove cancelamentos – cinco de partidas e quatro de chegadas -, além de 23 atrasos.

“Acho isso uma vergonha”, observou o aposentado Teo Nied, 68 anos. Como não estava com pressa, marcou o voo para São Paulo no turno da manhã. “Estava preparado para tudo, mas estou tranquilo”, relatou, mencionando que os usuários do Salgado Filho já estão acostumados com o fechamento do terminal. Felizmente, a viagem dele não foi adiada e ele seguiu para o encontro do neto Lucas, 14 anos, com quem iria assistir à estreia do Brasil na Copa, na Arena Corinthians, contra a Croácia. Nied afirmou ainda que, além da demora para a instalação do sistema de visualização, as demais obras prometidas para o Mundial são motivo de revolta entre a população. “Houve muito atraso, incluindo as obras do aeroporto”, declarou.

O aposentado Jesus Lima Santos, 45 anos, também se queixou da falta de atividade de um equipamento, que só depende de autorização burocrática. Ele acompanhou a cunhada no Salgado Filho, que tinha voo para São Paulo, às 9h06min. Ela teve sorte, porque a abertura do terminal ocorreu antes deste horário.”Se fosse igual aos outros dias, ela teria que esperar”, afirmou Santos. Na terça-feira, o Salgado Filho ficou fechado por nove horas.

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Fonte: Karina Reif / Correio do Povo






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