Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 11/06/2014
  • 19:41
  • Atualização: 19:42

Greve impediu 1.425 serviços do Dmae em dez dias

Carros do Departamento foram depredados na manhã desta quarta-feira

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  • Rádio Guaíba

Em dez dias de greve dos municipários em Porto Alegre, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) contabilizou 1.425 serviços de água e esgoto que não puderam ser realizados pelo Departamento. Segundo a Prefeitura, os trabalhos não puderam ser executados devido ao impedimento da saída dos veículos de serviço das distritais do Dmae pelos grevistas, em maioria servidores que não são da empresa pública.

Já o Sindicato dos Municipários (Simpa) rebate, negando bloqueio em meio aos piquetes e alegando que os serviços pararam porque a maioria dos funcionários do Departamento aderiu à greve.

Houve prejuízo em 1.034 serviços de água que incluem fugas e faltas e 391 serviços de esgoto, como entupimentos e extravasamentos. Os serviços de maior impacto para os moradores na manhã desta segunda-feira eram a falta de água no bairro Medianeira e uma fuga em uma tubulação de 200mm na Estrada João de Oliveira Remião, que já provoca baixa nos reservatórios de água.

No Medianeira, moradores protestaram bloqueando o trânsito por cerca de duas horas na rua Silva Paes, no cruzamento com a Gomes Carneiro. Já na João de Oliveira Remião, próximo à parada 16 na Lomba do Pinheiro, o rompimento da rede abriu uma cratera na rua, ainda na manhã de terça-feira. Só no fim da tarde desta quarta, o Dmae conseguiu enviar uma equipe até o local.

Carros do Dmae foram depredados

Dois veículos locados (modelo Kombi) pelo Dmae para realização de serviços tiveram vidros quebrados na manhã desta quarta-feira e uma picape usada para manutenção elétrica e mecânica foi encontrada com “miguelitos” sob os pneus, informou a Prefeitura.

Na sexta-feira passada, a juíza Carmen Carolina Cabral Caminha, da 2ª Vara da Fazenda Pública, deferiu o pedido feito pela Prefeitura Municipal e pelo Dmae de que o Simpa se abstenha de impedir o serviço dos funcionários que queiram trabalhar. Por avaliar que o sindicato seguia descumprindo a medida, a juíza emitiu na terça uma decisão interlocutória dobrando o valor da multa, que passou a R$ 20 mil por dia pelo descumprimento.

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